Número de cancelamento do serviço no ano passado foi de 549.833 assinantes. Paraná está entre os 19 estados que registram queda de assinaturas
Telma Elorza
Equipe O LONDRINENSE
Dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no início do ano, mostram que o serviço de TV por Assinatura perdeu, em 2018, 549.833 assinantes. Somente em dezembro, houve uma perda de 21.743 contratos, 0,12% a mais que no mês de novembro. No total, em dezembro, o Brasil tinha 17.574.822 contratos de TV por assinatura ativos.
Os quatro maiores grupos de TV por Assinatura do Brasil (Claro/NET, Sky, Oi e Vivo) detinham 17.050.679 contratos ativos (97,01% do total). O grupo Claro/NET registrou o maior número de clientes, totalizando 8.600.763 contratos (48,93% do mercado) e em segunda posição ficou a Sky, com 5.281.535 contratos (30,05 % do mercado). A Oi registrou 1.601.814 contratos (9,11% do mercado) e a Vivo 1.566.567 contratos (8,91 % do mercado).
Dessas empresas, apenas a Oi apresentou crescimento nos últimos 12 meses, registrando saldo de +92.365 assinaturas (+6,12 %). As Prestadoras de Pequeno Porte (Algar, Cabo, Nossa TV e Outras) somaram 524.143 contratos de TV por assinatura, o que representa 2,98% do total.
Em dezembro, as unidades da federação com os maiores mercados de TV por Assinatura no país foram o estado São Paulo, com 6.469.425 contratos (36,81%), Rio de Janeiro, com 2.376.853 contratos (13,52%) e Minas Gerais, com 1.555.406 contratos (8,85%). Em relação a dezembro de 2017, o maior aumento de assinantes ocorreu no Maranhão que registrou um saldo de +48.041 clientes (+27,29%). Também houve aumento de assinantes no Ceará com saldo de +14.243 (3,59%), Amazonas com saldo de +11.879 (+4,05%), Pará com saldo de +11.237 (3,61%), Goiás com saldo de +3.824 (1,01%), Rio Grande do Norte com saldo de +2.450 (1,06%), Tocantins com saldo de +1.576 (3,69%) e Piauí com saldo de +415 (0,46%). Nos demais 19 estados, entre eles o Paraná, houve perda de clientes.
“Eu cancelei meu contrato de TV a cabo em março do ano passado. Trabalhando fora o dia todo, quase não assistia TV, era só uma despesa à mais”, conta uma leitora do O LONDRINENSE, que pediu para não ter a identidade revelada. Ela, que tem 32 anos e é advogada, disse que o fator que a fez definir de vez pelo cancelamento, foi o “sumiço” de canais. .
“Quando assinei o pacote básico, tinha um bom tanto de canais de filmes, séries, desenhos. Nos últimos tempos só tinha canais abertos, um canal de filmes e séries e mais nada de interessante. Se queria assistir algum filme legal, tinha que ir para o Netflix. Se é para pagar duas coisas, fico só com o Netflix”, conta. Nesse quase um ano sem TV por assinatura, disse que não se arrependeu. “Não me fez falta em nada”, afirma.
Créditos da Imagem: VisualHunt

