A difícil tarefa de impor uma rotina

NANINHA4

Se eu te falar que fui a responsável por organizar a rotina de sono dos meninos provavelmente meu marido vai ficar bravo. O mérito é dele.

Quando nosso filho mais velho, Rafa, tinha oito meses descobrimos que estávamos grávidos novamente. Foi um susto! (Sim! Sei como os bebês são feitos e não deveria alegar surpresa… mas, para minha defesa, foi na troca de pílula e… bem, deixa pra lá!)

O caso é que Rafael estava acostumado a dormir mamando no peito. Até esse momento ele ainda não mamava outro leite, somente o materno. Apesar de já estar na dieta salgada, mantive somente o peito por escolha pessoal mesmo.

Porém, ao me descobrir grávida, tive a consciência de que ele precisava acostumar a também dormir com o pai, porque não queria que essa troca acontecesse quando o irmão nascesse. Ele poderia associar a mudança com a chegada do bebê, gerando sentimentos ruins.

Então depois de estudar sobre o sono, decidimos que ele mamaria no meu peito, mas depois pegaria a mamadeira para complementar e iria com o pai dele para o quarto, me dando tchau na sala. Nesse momento, mesmo sendo muito pequeno, expliquei que ele tinha um irmãozinho na barriga e que precisava ajudar, indo dormir com o papai.

Não foi fácil. Por quase uma semana ele chorou dentro do quarto nos braços do Miguel. Chorei junto, sentada no corredor. Mas limpava as lágrimas, entrava no quarto e falava “está tudo bem! A mamãe está na sala e você pode dormir com o papai”.

Depois de uma semana ele me deu um beijo e não chorou pela primeira vez. Quase explodi de felicidade.

É importante não distrair a criança para que ela durma na sala, ou assistindo desenho. Mesmo sendo difícil é necessário ensinar que existe hora de dormir. Depois de um ano de idade fica mais fácil.

Continuamos a rotina mesmo quando o Biel nasceu e, depois, organizamos para que os dois dormissem ao mesmo tempo – isso só foi possível quando o menor estava com um ano e o mais velho, com dois anos. (Hoje, um tem cinco e o outro está para completar quatro anos.)

Além de ficarem mais tranquilos durante o dia, estipulando o horário das nove horas para eles dormirem, hoje tenho tempo para ficar com meu marido, tenho um descanso para minha cabeça e para assistir filmes ou séries que eles não podem ver. Toda a família ganha qualidade de vida.

Filhos dormindo cedo = crianças felizes e pais felizes também!

Paula Barbosa Ocanha
Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

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