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Seu dia a dia: você sabe o CET da sua compra?

Em meu último ensaio, falávamos se compensa comprar à vista ou a prazo. Darei sequência ao mesmo tema, mas, agora, com um outro olhar na ótica das taxas de juros efetivamente paga. Você, por exemplo, sabe qual o significado do CET – custo efetivo total?

Pois bem, trata-se do valor total de juros que efetivamente serão pagos por um empréstimo ou financiamento e as empresas são obrigadas a informar na assinatura do contrato, que normalmente é apresentado como um percentual (%) anual.

Certa vez, estava com um amigo que acabara de adquirir um carro usado, perto de R$ 20.000,00 e, na ocasião, fazíamos cotações em alguns lojistas junto as financeiras conveniadas. Como é automóvel usado, informaram que a taxa era um pouco maior que o carro novo, em torno de 1,29%.

Ao conferir a taxa, para minha surpresa, verifiquei que estava dando quase 3%, muito alto em relação ao que prometia. Assim, solicitei a proposta e lá constava, além da taxa de financiamento, aquelas outras taxas costumeiramente não mencionadas no ato, como taxa de abertura de crédito, seguro, IOF, comissão e etc. Resumo: seriam quase dois carros financiados no final da quitação, que na ocasião pedia 48 meses para pagar.

Dessa forma, é muito comum observarmos diversos anúncios com a seguinte oferta “adquira seu carro, no valor de R$ 40.000,00, com 40% de entrada e o saldo restante em 24 vezes sem juros”. Certamente, isso soa bastante interessante, pois seria uma entrada de R$ 16.000,00 e o saldo para serem pagos em 24 parcelas iguais de R$ 1.000,00, “sem juros”.

O raciocínio está correto, no entanto, a triste notícia nessa história é que, muitas vezes, não são informados adequadamente qual a real taxa de juros efetivamente a ser considerada. Qual a explicação? No financiamento, estão embutidos as demais taxas: como taxa administrativa, juros, taxa de abertura de cadastro, tarifas, gravames, seguros, registros e imposto sobre operações financeiras (IOF). Assim, aquelas 24 parcelas anunciada sem juros, não serão mais as parcelas de R$ 1.000,00 que havia imaginado, ao contrário, muito mais.

Note que, normalmente, em anúncios aparecem letras bem minúsculas a explicação do que está embutido, que é obrigação das empresas, demonstrando o custo efetivo total. É importante conhecer qual a taxa de juro efetivamente paga no momento da negociação, isto é, qual o custo efetivo total (CET), pois nem sempre o anúncio com melhor oferta de preços ou menor juros acarreta na melhor taxa efetiva na compra de um produto ou serviço.

Assim, sempre procure pesquisar pela expressão – CET – e não se deixar enganar por anúncios que declaram juros zero. Vá e pesquise sempre. Fica aí a dica e boa semana.

Foto: Pixabay

Cláudio Chiusoli

Economista formado pela UEL, pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR, doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (FEA/USP), mestre em administração pela Universidade Norte do Parana, aperfeiçoamento em gestão na Drexel University – Pensilvânia, Estados Unidos; e com pós-graduação em maçonologia: história e filosofia, estatística, comportamento organizacional e marketing. Autor dos livros: Sistema de Informação de Marketing (SIM): Ferramenta de Apoio com Aplicações à Gestão Empresarial – Editora Altas (2010); Estudos em Administração com Enfoque em Pesquisas Quantitativas, Editora Apprehendere (2018); Cidades e Informações inteligentes para os cidadãos, Editora Appris (2019). Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com

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