Setor de eventos foi um dos segmentos que mais cresceram em 2018 e a expectativa é que, com retomada da economia, o número só aumente em 2019
Telma Elorza
Equipe O LONDRINENSE
Nos últimos anos, a crise econômica mudou praticamente todos os hábitos de consumo da população. Apenas no ao passado, o comércio de varejo conseguiu registrar uma pequena recuperação, em torno de 2,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, brasileiro é brasileiro e não desiste nunca, principalmente quando se trata de festas. Para festar, não há crise nem tempo ruim. Prova disso é que o segmento de festas e eventos foi um dos poucos que cresceram significativamente no ano passado. Associação Brasileira de Empresas e Eventos (ABEOC) divulgou, no começo de fevereiro, a estimativa de crescimento de algo em torno de 14%, em média, em 2018. Isso é importante num cenário instável. Para se ter uma ideia, em 2017, o setor movimento R$17 bilhões, segundo dados Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta).

Quem trabalha na área está otimista. É o caso de Patrícia Calsavara, dona da Allice’s Papelaria Personalizada, um trabalho quase artesanal. Para ela, 2018 foi um ano de recordes, atendendo o maior número de eventos desde que abriu a empresa, em 2011. “Passamos por mudanças importantes para atender a todos os pedidos de eventos maiores. Fizemos adequações para manter a qualidade e bom preço”, explica. Mesmo com um aumento considerável no preço da matéria prima – o papel teve um aumento absurdo em 2018 -, Patrícia buscou alternativas para contrabalancear. “Uma delas foram os novos fornecedores de cidades vizinhas, que praticam um preço melhor que o mercado de Londrina. Com isso, garantimos a qualidade sem repassar aumento total para os clientes”, explica.
Uma das novidades no setor, segundo ela, foi número de casamentos menores, chamados de “Mini weddings”. “Os casais buscam continuar com a tradição de casamento com tudo que tem direito, mas para uma quantidade reduzida de convidados, englobando mais a família e os amigos mais próximos. O que não tira em nada o charme do grande dia”, explica.

Lilian Venturini é doceira e proprietária da Venturini Doces e diz que não sentiu a crise na sua empresa. Ela acredita que este ano vai ser “fantástico”. “Já começamos o ano com festa dia 5 de janeiro”, conta. Embora os custos de produção tenham aumentando – a alta do chocolate do leite condensado assustaram -, a ideia, segundo ela, é não repassar tudo para o cliente. Que, pelo visto, não estão preocupados com isso. Enquanto em 2018, Lilian fez uma média de seis casamentos por mês, fora aniversários e festas corporativas, este ano ela está trabalhando com dois casamentos a cada fim de semana mais as outras festas. Além disso, desenvolveu um produto – o carrinho de brigadeiro – para eventos corporativos que está fazendo sucesso.
Lilian atende todos os tipos de clientes, desde aqueles que gostam de ostentar como aqueles que preferem o básico. “Mas, hoje, os clientes buscam mesclar o tradicional com os doces mais finos para que a mesa fique variada e deliciosa, com uma média de preços entre R$1,2 mil e R$ 2 mil”, explica.

No segmento de buffets, 2018 também foi ano de bons negócios, com ótimas perspectivas para 2019. Pelo menos é o que espera Magda Mazzo, do Buffet Ruggei. “Ano a ano nosso trabalho vem se consolidando e aumentando o número de eventos que realizamos”, conta. Neste início de ano, procura pelo buffet está em bom ritmo mas, segundo ela, principalmente para eventos menores – com menor número de convidados – e valores mais convidativos. “Mas o luxo e o glamour são requisitos inerentes em nossos eventos. Nossos clientes buscam o alto padrão de atendimento aos convidados e pela alta gastronomia”, explica.
Para Magda, as perspectivas para 2019 são as melhores possíveis. “Se na crise foi bem, com expectativa da economia em franca recuperação, vai ser melhor ainda”,

