Evento #8M reúne espetáculo, vídeos e documentário

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Objetivo é marcar a luta das mulheres para serem respeitadas

O LONDRINENSE com assessoria

A Cia. Relatos quer marcar o Dia Internacional da Mulher de uma forma diferente e criou um evento, chamado #8M que reúne a exibição do espetáculo “Como cheguei até aqui”, vídeos de mulheres de todo Brasil nos quais estarão lendo ou interpretando um texto escrito por elas ou outra mulher, para que vozes de mulheres plurais serem ouvidas, e apresentação do documentário documentário curta-metragem “Como cheguei até aqui”,  fruto da peça, para mostrar que a mulher ainda tem muito pelo que lutar, em termos de direitos e igualdade. As apresentações dos vídeos das mulheres já estão acontecendo no Instagram da Cia. Relatos; o espetáculo será exibido pelo Youtube no dia 8 e o documentário, também pelo Youtube, no dia 10. O documentário também estará no Festival Londrix.

“Infelizmente somos o 5º país no mundo que mais mata mulheres e acreditamos que nossos direitos ainda são muito frágeis. Pensando nisso, nós da Cia Relatos, iremos disponibilizar o Espetáculo e o Documentário Como cheguei até aqui, para que as vozes e histórias de muitas mulheres possam ser ouvidas”, diz Marina Stuchi, autora da peça.

No documentário, o grupo mostra os bastidores, inspirações e depoimentos relacionados ao tema violência contra mulher. O projeto aborda questões que atravessam todas as mulheres, independente de faixa etária e meio social. Entre os questionamentos colocados estão: do que você tem medo apenas pelo fato de ser mulher? Em quais momentos já se sentiu oprimida? Quais situações enfrentadas no trabalho, na rua, na família, você acredita que não aconteceria se fosse homem? “Pensar o que define ser mulher é um dos temas presentes no trabalho e buscamos questionar e desestabilizar os conceitos de masculino e feminino, assim como abordamos no espetáculo temas como a violência contra a mulher, o silenciamento da mulher na sociedade, a representação massificada do feminino e de comportamentos socialmente atribuídos à mulher. Ao longo do processo de Como cheguei até aqui, pudemos fazer uma constatação: apesar de sermos mulheres de faixa etária, meio social e termos vidas completamente diferentes, algumas questões nos atravessam”, diz Marina.

Para o documentário foram colhidos depoimentos de escritoras, professoras, familiares de mulheres vítimas de feminicídio, delegadas e legistas, psicólogas e advogadas a fim de conseguir visões plurais sobre o tema. “Poder levar nossas histórias até outras mulheres por meio da arte é um modo de resistência, uma forma de poder dialogar e acolher cada uma de nós que passa por situações abusivas todos os dias das nossas vidas, pelo simples fato de sermos mulheres. Partilhamos nossas histórias, vivências e memórias para que outras mulheres possam fazer o mesmo. Porque acreditamos que juntas somos mais forte. Compartilhar o documentário  é a forma que encontramos de dizer: Mulher, você não está sozinha”, afirma a autora.

Foto: Divulgação

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