Por Ana Paula Barcellos
O desaforo começou quando o supermercado dos irmãos virou o rei da podridão: carne podre lavada, fruta murcha ou mofada, validade esticada com reembalagem criminosa. Parei de frequentar.
Segui com os tradicionais “bons amigos e bons vizinhos”. Pois estes fizeram escola com os primeiros, agora tá assim: fruta velha misturada com nova, queijo rançoso, pão duro de uma semana na vitrine. A atendente do supermercado ainda teve a cara de pau de dizer “volta segunda que aí é fresco”. Nunca mais.
O “bom de carne” com frigorífico próprio? Hortifruti parecia parado há dias, os ovos uma vergonha. O “francês”? Nem perco tempo comentando.

Os brilhantes supermercados dos ricos
Cansada, fui pra Gleba, Alphaville: zero surpresa! Tudo fresco, hortifruti impecável, padaria de verdade. Conclusão óbvia: o centro virou lixão das filiais chiques. Quem não tem carro ou mora longe leva o resto podre?
Pois eu não levo mais. Itens de higiene e limpeza, não perecíveis? On-line, mais barato e não passo raiva. Frutas e legumes? Feira de rua e frutaria gourmet — pago o dobro, mas não como resto.
“Tem que apoiar o comércio local!” Quando esses mercados aprenderem a respeitar o consumidor, eu volto. Até lá, multinacional ou delivery, tanto faz. Pelo menos eu como comida decente.
E você, londrinense? Onde anda fazendo suas compras?
Ana Paula Barcellos

É graduada em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestre em Estudos Literários, integra coletivos culturais da cidade e é agente cultural.
Sacoleira e brecholenta, trabalha com criação de joias artesanais e pesquisa de tendências, e escreve também a coluna de Moda deste jornal. Siga o Instagram @yopaulab
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Uma resposta
Perto da minha residência há 3 supermercados e todos deixam a desejar no quesito hortifruti. Faço questão de me deslocar até o Jardim Bandeirantes pra garantir a compra de produtos mais frescos. O Big Dog é pequeno e, em dia de promoção, é um desafio andar pelos
corredores. Vale a pena! Descobri que moradores do centro e da Gleba Palhano fazem compra nesse supermercado de bairro.
Na sei como ainda o londrinense continua desperdiçando dinheiro na rede dos irmãos que não respeitam o consumidor.