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O Castelo de Chantilly, a joia da herança francesa

Por Chantal Manoncourt

Verdadeira joia da herança francesa, o Castelo de Chantilly revela sua história através de suas prestigiosas riquezas e coleções de arte. 

Construído por volta de 1500 na época do Renascimento, o castelo de Chantilly ergue-se sobre uma rocha no meio das águas e parece flutuar como um navio imóvel cercado por um parque, canais e belos jardins projetados por Le Nôtre, o jardineiro de Versalhes. Ele abriga em seu interior os suntuosos apartamentos nobres e uma coleção excepcional, particularmente harmoniosa, que constitui o Museu Condé.

No quarto dos Príncipes, pinturas de animais exóticos aparecem numa decoração repleta de pagodes orientais onde uma grande cômoda em marchetaria parece entronizada e aves em bronze douradas, uma das encomendadas do rei Louis XVI para seu quarto em Versalhes, povoam o espaço. Na sala de estar, o visitante é surpreendido pela sua decoração com macacos e chineses, acenando um típico gosto pelo exotismo oriental, que se desenvolveu no início do século XVIII. 

No Grande Castelo, reconstruído entre 1875 e 1880 para servir como um museu e acolher o Duque de Aumale, há uma impressionante coleção de mobiliário de época, cerâmica, porcelanas, manuscritos, desenhos antigos e muitas fotografias. As pinturas de Raphael, Fra Angelico, Watteau, Poussin, entre outros, recobrem as paredes quase do chão ao teto.

Na verdade, o Museu Condé é um dos detentores de um dos maiores fundos de pinturas antigas, o segundo maior depois do Louvre, e possui o famoso quadro “As Três Graças”, de Raphael, que nunca vai deixar o museu, visto que seu empréstimo não é concedido à nenhuma outra instituição. Por tudo isso e pela sua riqueza histórica e cultural, é possível compreender a reação do presidente americano Richard Nixon que, durante sua visita, replicou extasiado: “Por que fui conduzido sete vezes à Versalhes e nunca tinha vindo à Chantilly?”    

Consideradas as mais belas do mundo, as Grandes Cavalariças do Príncipe de Condé, com mais de 186 metros de comprimento, são uma obra-prima da arquitetura do século XVIII. Na época, eles eram o cenário de muitos festivais. Hoje eles abrigam o Museu Vivo do Cavalo, uma conquista única.

Além de suas 31 salas temáticas: oficina do seleiro, sala veterinária, cavalos de madeira, arreios de todo o mundo, o museu oferece uma apresentação diária onde o cavaleiro faz seu cavalo realizar diferentes passos e explica todas as etapas do treinamento.

Um magnífico espetáculo equestre é atualmente apresentado pelos cavaleiros da companhia equestre do castelo contando 300 anos de história de um monumento dedicado aos cavalos.

Fotos: © Château de Chantilly

Chantal Manoncourt

Parisiense, arqueóloga e jornalista, apaixonada pelo Brasil, já escreveu vários livros sobre turismo brasileiro

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