Bloqueio criativo: o que é? Como sair dele?

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Essa é a resposta que todo criativo deseja em algum momento da vida ouvir.

O bloqueio acontece por vários fatores: preocupações, a velha “cabeça cheia”, crises emocionais, depressão, stress…Mas, “a arte também ajuda a desestressar, não é”? SIM! Ajuda muito, quando é hobby. Quando é profissão, vem acompanhada de todos os ossos do ofício: pressão externa, horários e prazos a serem cumpridos, lidar com clientes, exposições, fornecedores.

O “durante”, o processo, é que é libertador. O antes e o depois são uma profissão como outra qualquer…Digamos que a gente também “come o pão que o diabo amassou e cospe todos os ossinhos do ofício”! Claro, sem falar nas coisas que temos que ouvir como: artista não trabalha, é vagabundo; artista é dom não tem que estudar; artista vai morrer pobre; arte é pra ricos…

Junte tudo e poderemos ter um bloqueio enorme, um “branco”, um vazio interior. De repente a gente olha para uma tela e não consegue pintar, não consegue desenhar…O que fazer?

Quando a inspiração não vem – e Da Vinci dizia que a “arte é 10 por cento inspiração e 90 por cento suor -, usamos as técnicas…Para esses momentos elas servem demais!

Fechar os olhos, colocar o lápis no papel e fazer um “desenho cego”, pegar qualquer objeto ou frutas e fazer um desenho de observação, rasgar vários papeis à esmo e colar sem se preocupar que vá ou não virar uma grande obra de arte, fazer um fundo colorido na tela, ou jogar a tinta como Pollock, deixar escorrer e observar as manchas, ler um livro, ver uma série, ver uma revista de decoração, olhar para outras obras, procurar por temas , ler poesia, dar uma volta….Deixar a cabeça livre e o coração solto…Agora para casos mais sérios de bloqueio é sempre bom a ajuda de profissionais, a dica é procurar por psicólogos que entendam do processo de criação, isso é muito importante!

E hoje deixo para vocês quatro nomes que valem a pena serem pesquisados: Jung, Freud, Jackson Pollock e Leonardo Da Vinci. Os dois primeiros foram pioneiros do estudo da psique e e os dois últimos foram os artistas aqui citados, quem se interessar vai perceber que temos dois polos contrários. Da Vinci pode ter sido um dos poucos artistas que não tiveram bloqueios, pois ele era um homem de muitos ofícios, e muitos interesses, então quando ele não estava pintando, estava pesquisando, fazendo inúmeros projetos, na área da ciência, anatomia, botânica, engenharia, etc. Às vezes, fazer algo que não pareça ter a ver com arte também funciona, como experimentar uma nova receita de bolo por exemplo, ou cuidar do jardim.

E Pollock teve inúmeros bloqueios, uma vida conturbada, pois ele era alcoólatra e depressivo.

Espero que a coluna de hoje dê uma mãozinha se você está passando por bloqueios criativos!

Ótimo dia de chuva e café quente para todos!

Fotos: Acervo pessoal

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.Compartilhar:

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