Quando você tem mais de um filho e, principalmente, quando eles são menores de dez anos, a carga de trabalho da família é enorme. Hoje, aleluia, muitos homens já estão assumindo seu papel na divisão das tarefas diárias, mas a maioria das mulheres ainda estão sobrecarregadas. Apesar disso, dessa falta de tempo e do ritmo de vida alucinante, tente tirar um tempo sozinha com cada uma das suas crianças. Isso estreita laços afetivos e aumenta a auto estima do seu filho, porque ele se sente valorizado.
Em casa somos quatro: meu marido, eu, Rafa com cinco anos e Biel, que está para completar quatro anos. Como a idade dos meninos é muito próxima, eles disputam muito nossa atenção. Também acontece muito em famílias com gêmeos. Um começa a contar uma história, o outro também quer contar ao mesmo tempo e aí começa uma gritaria sobre quem vai falar primeiro – que geralmente acaba em choro.
Como tentamos minimizar esses momentos em casa: dividindo a atenção e realmente conversando com nossos filhos, separadamente, valorizando o que eles estão contando e dizendo.
Por exemplo: pela manhã, quando meu marido sai para comprar pão, ele um dia leva um, outro dia leva o outro. Quando preciso ir ao shopping ou ao mercado, também tento levar um deles e deixar o outro com o pai – e sempre revezamos, para que eu tenha tempo e consiga dar atenção para cada um deles. São pequenos momentos, mas são importantes.
Outra coisa que fazemos por aqui: meus pais costumam ficar com o Rafa e eu e o Miguel saímos apenas com o Biel. Geralmente o filho mais novo tem menos oportunidade de ficar sozinho com os pais, porque já nasceu em uma família onde o primeiro reinou por um tempo e pega o bonde andando. Então, se você tem com quem deixar o mais velho, tente dar esse gostinho também para o mais novo: ser a criança que ganha toda a atenção dos pais pelo menos vez ou outra, sem dividir ou disputar a atenção dos pais com os irmãos.
E momentos em família também são especiais – porque o mais legal de ter mais de um filho é que eles aprendem que tem que esperar, tem que dividir, e que todos são igualmente importantes.
Criança que se sente valorizada e respeitada é mais obediente e tranquila. Aqui em casa descobrimos que dar atenção deixou os meninos mais colaborativos. E seguimos criando memórias. Tente você também!
Foto: Acervo pessoal

Paula Barbosa Ocanha
Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

