Inteligência artificial: 37% da população no Sul teme redução de empregos

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Pesquisa Observatório Febraban mostra que mais de um terço das pessoas se preocupa com a falta de oportunidades provocadas pelo avanço da inteligência artificial

O LONDRINE̅NSE com assessoria

O Sul é a região onde se encontra o menor percentual de receio sobre as chances de a inteligência artificial reduzir empregos ou oportunidades, mas ainda assim esse temor atinge parte considerável da população. De acordo com a última Pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo IPESPE no mês passado, 37% dos sulistas acreditam que a inteligência artificial é uma ameaça no campo profissional. O índice fica abaixo dos números registrados nas outras regiões do país (Sudeste, 55%; Norte, 51%; Nordeste, 50% e Centro-Oeste, 49%).

Ainda segundo o levantamento, no Sul, 41% dos entrevistados acham que a inteligência artificial trará riscos e oportunidades na mesma medida ao mercado profissional; outros 34% acreditam que ela traz mais oportunidades, enquanto 12% apostam em mais riscos do que oportunidades.

Os dados inéditos da 19ª edição da pesquisa trazem um panorama abrangente sobre o grau de conhecimento e familiaridade dos brasileiros com a inteligência artificial.

Inteligência artificial é mais usada na busca de informações

No recorte referente ao Sul, 94% das pessoas disseram já ter ouvido falar de inteligência artificial, em um nível pouco acima da média nacional (92%); os que afirmaram conhecer bem a ferramenta na região somam 35%, enquanto 77% relatam que já tiveram com certeza algum contato com a tecnologia. Os que disseram já ter utilizado a IA chegam a 75%. Os que não a utilizam alegam principalmente o medo de errar ou receber notícias falsas (32%) ou a preocupação com a privacidade ou uso de dados (15%).

Pesquisa realizada pelo Observatório Febraban aponta que 37% da população do Sul do Brasil tem medo de ser substituída pela inteligência artificial
Antonio Lavareda- foto: Divulgação

Entre os principais usos mencionados, o campeão é a busca de informações e esclarecimento de dúvidas (63%), seguida de longe pela aplicação profissional (12%) e a criação de imagens e vídeos (11%). A principal vantagem esperada com a IA é o ganho de tempo (35%), seguido do aprendizado de coisas novas (34%).

“A pesquisa traz um cenário compatível com o estágio atual do debate no país. Ainda estamos discutindo um marco legal específico para a inteligência artificial, e órgãos como a ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, vêm testando instrumentos regulatórios voltados à IA e à proteção de dados”, ressalta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE. 

A íntegra do 19º levantamento Observatório Febraban, pesquisa Febraban-IPESPE, que também possui um recorte regionais, pode ser acessada neste link

Sobre o OBSERVATÓRIO Febraban

O Observatório Febraban – Pesquisa Febraban IPESPE foi lançado em junho de 2020 com objetivo de se tornar uma fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores. Com periodicidade trimestral, a iniciativa é parte de uma série de medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

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