Por que a gente faz festa?

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Se existe uma coisa capaz de deixar qualquer mãe louca é festa de aniversário. Se for aniversário de um ano então… não só a mãe como o pai e outros membros da família acabam enlouquecendo junto. Não é fácil lidar com a expectativa de uma mãe que quer que tudo saia perfeito.

A gente só esquece que, bem, o bebê mesmo não está nem aí que é o centro das atenções. Ele quer brincar, pular, se sujar, mamar, chorar, dormir, arrancar os detalhes da roupa e mexer na mesa. Atrás disso, está uma mãe com o sorriso forçado, dentes trincados, correndo de um lado para o outro para tentar fazer a criança ficar linda até o parabéns, dando atenção para os convidados e vendo se todos estão comendo, bebendo e se outras crianças estão tentando mexer na mesa de doces ou nos presentes. Tentando fazer esse malabarismo doido, ela ainda fuzila o pai com os olhos, porque, geralmente, ele está numa boa, sentado na mesa com alguns amigos ou o cunhado, se divertindo tanto quanto o aniversariante – ou até mais.

Festa de criança é estressante. A mãe só não mata o pai porque precisa dele vivo nem que seja para carregar tudo para casa depois. Confesso que caí nessa armadilha apenas uma vez. No aniversário de um ano do Rafael fiz em um salão, peguei decoração, buffet, itens personalizados, centros de mesa, convidei umas 80 pessoas porque pensei: ah, quase metade falta. Mas só cinco pessoas não foram. Estava um calor da bexiga, uma hora depois da festa começar já tinha acabado a bebida. Meu marido molhado (de suor) veio me dar a notícia. Pedi para meu pai e meu cunhado comprar mais água, suco, refrigerante! TRAZ GELO!

Mais uma hora e já tinha acabado tudo de novo. Desespero. Vai comprar mais água, suco, refrigerante. TRAZ MAIS GELO!

Nesse ponto da festa (que não era nem metade), Rafa já estava sem camisa, todo sujo, e eu – grávida  de quase cinco meses – estava tentando não sentar em um canto e chorar. Meus pés latejando, porque eu sou muito esperta (contém ironia). Grávida e em festa de criança – sendo a mãe do aniversariante ainda por cima – fui de salto alto. Parabéns para minha ideia maravilhosa. No fim da festa quase precisei ser arrastada.

Depois disso só fiz festa na escola e em casa, com poucos convidados, muito mais simples, nada personalizado. E foi somente nessas festinhas que consegui aproveitar. E na verdade, na minha opinião, são nessas festinhas simples onde a mãe não está maluca que são muito mais gostosas.
E as possibilidades do pai sair vivo são maiores! 

Foto: ebatty on Visualhunt.com 

Paula Barbosa Ocanha 
Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

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