Já faz tempo que temos discutido por aqui a importância de escolas e professores cada vez mais se adaptarem às tecnologias da educação virtual, um processo longo e demorado, principalmente, porque muitos docentes não estão familiarizados com essas ferramentas. Entretanto, o que temos visto nessa pandemia do coronavírus é, justamente, o contrário: uma adaptação rápida e criativa!
Muitas escolas e universidades, para não cancelarem aulas ou atrasarem seus cronogramas, estão oferecendo aos alunos aulas virtuais. Embora um contingente grande de professores tenha tido dificuldade de gravar as aulas em casa e enviar online às instituições, outra grande parte usou da criatividade para poder chamar a atenção de alunos. É o que tenho ouvido por aí. Tem uns que deram aulas muito melhores pela câmera do celular do que presencialmente, inclusive.
O que se vê nesse movimento é que a adaptação do corpo docente brasileiro à realidade virtual que se achega às escolas pode ser muito mais rápida do que se imaginava. Lembre-se que não estamos falando em abolir as aulas presenciais. Nada disso! O que ressaltamos é a importância de se familiarizar com as tecnologias das novas gerações. Alguns alunos aprendem mais e melhor assistindo aulas virtuais.
Mas, não é só isso. É desenvolvermos a capacidade de ofertar conteúdo e atividades para que os alunos estejam estudando enquanto estão conectados com o celular, por exemplo, o que, no caso, é o tempo todo. Percebe a mudança de comportamento? Talvez essa pandemia do coronavírus nos ensine algumas coisas, entre elas essa capacidade que o ser humano tem de se reinventar. Até porque, observamos que, se os professores não souberem se adaptar, pode ser que não haja lugar para eles no mercado que se desenha.
A realidade, todavia, mostra o contrário. Os professores sabem se reinventar. Afinal, já lidam com tantas dificuldades no dia a dia da sala de aula. Não será um coronavírus que os deixará à margem do tablado!
Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.
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