Aprendizagem Baseada em Problemas: o que é isso?

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A dinâmica da vida mudou. E o que era importante antigamente pode não ser mais tão valorizado hoje em dia. Vou dar um exemplo: hoje as crianças e adolescentes crescem sem saber trocar uma lâmpada. Ou sem ter ideia do que seja lavar e passar uma roupa. São coisas básicas da vida, que um dia todo mundo vai precisar fazer. Mas, por que, então, estamos criando uma geração de ignorantes nesses aspectos?

A tecnologia substituiu muita coisa, assim como a infinidade de prestadores de serviços, que realizam as atividades por valores acessíveis. Entretanto, não podemos nos furtar a transmitir às gerações futuras o que sabemos, inclusive, na parte prática. Já dizia Aristóteles que “nós somos o que fazemos repetidamente”, ou seja, que o saber prático é importantíssimo na constituição do ser humano.

Por isso, experiências chamadas de Aprendizagem Baseada Problemas (PBL) têm dado certo nas escolas em que são implantadas. É um exemplo das metodologias ativas de aprendizado, que estimulam o protagonismo estudantil na resolução de obstáculos. O objetivo é tornar o aluno capaz de construir o próprio aprender a partir de situações problemáticas que lhe são apresentadas. Dessa forma, acredita-se estar preparando-o para o universo do trabalho, para a própria vida.

Alguns dizem que é uma forma de “colocar a mão na massa”. Isto é, fazer acontecer mesmo, deixar que os estudantes aprendam fazendo. Desde situações muito simples, como trocar um cano de água estourado ou entender e compreender porque os alimentos cozinham. A partir dessas realidades práticas, ensinar aos alunos conceitos de Biologia, Física, Química e todas as outras disciplinas.

Outros consideram a Aprendizagem Baseada em Problemas como mais teórica que outras. Entretanto, é preciso aliar as duas coisas: teoria e prática. Somente assim conseguiremos atingir o propósito de uma educação atual, que leve em conta a realidade do mundo vivenciada pelos estudantes. Porque, afinal, o mundo mudou. E a educação deve acompanhar essas transformações!

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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