Criatividade. Essa é a palavra da educação do futuro. Os livros didáticos, outrora tão aguardados pelos alunos, já não são mais motivos de tanta alegria. Ao contrário, tornam-se instrumentos de impaciência. O que prende a atenção dos estudantes, na realidade, são as novas tecnologias. E vai sobreviver nesse universo quem souber aproveita-las em favor próprio, em benefício do ensino e do aprendizado.
As redes sociais, por exemplo, tão polêmicas e perigosas no mundo de hoje, podem se tornar grandes instrumentos de transmissão do conhecimento. O Facebook é uma rede social que, embora tenha perdido sua utilidade entre os jovens e adolescentes, mantém a função de grupos sobre diversos assuntos. Alguns deles são sobre venda e troca de produtos, sobre achados e perdidos ou sobre informações de gincanas e eventos esportivos em escolas e faculdades. Por que não aproveita-los para fazer o conhecimento circular?
O Twitter, das redes sociais talvez a mais usada entre os adolescentes, pode funcionar como instrumento de dicas rápidas sobre conteúdos, os quais podem ser compartilhados em pequenas frases ou através de links. Não importa o formato, o importante é fazer a juventude se antenar nas disciplinas e matérias escolares. Assim como o WhatsApp, que pode ajudar professores e alunos a se comunicarem mais facilmente, compartilharem artigos, conteúdos e tarefas, sejam elas de desafios ou de resolução de problemas.
A ideia é fazer com que os alunos tenham uma vivência escolar além do ambiente tradicional. E que continuem pensando os conteúdos das disciplinas fora da sala de aula presencial. É como se as redes sociais e a tecnologia fossem uma extensão da escola, da aula com o professor. Dessa forma, é possível dar a tudo isso um significado. A geração de hoje não aceita mais as coisas que são impostas e é movida a sentidos e significados. É preciso se adaptar a essa realidade, que faz todo o sentido. E permitir que os estudantes voem no conhecimento, sempre mediados pelo professor!
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Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.
