Por Fábio Luporini
Daqui a poucos dias, o mundo celebrará um dia inteiro dedicado aos mortos, o Dia de Finados. O costume, criado pela Igreja Católica, é para relembrarmos, rezarmos pelos entes queridos já falecidos, amigos e familiares. Entretanto, qual é a relação que o ser humano tem com a morte? Sabemos lidar com a única certeza que temos na vida? Ou, mesmo sabendo que este é o destino e fim de todos, ainda somos pegos de surpresa ou nunca estamos preparados?
Independentemente da religião que você professa, dos conceitos que você acredita e daquilo que você pensa, a morte é uma certeza na sua vida. Para os filósofos niilistas, uma corrente de pensadores que acredita no vazio da vida e na subjetividade do viver, a morte é o fim de tudo. Não há nada além dela. Entre seus representantes mais importantes estão Arthur Schopenhauer (1788-1860), Friedrich Hegel (1770-1831), Friedrich Nietzsche (1844-1900) e Martin Heidegger (1889-1976).
Já para a escola socrática, entre os quais os mais importantes filósofos são, justamente, Sócrates e Platão, a morte é apenas uma passagem para outra dimensão. Para eles, a alma é imortal, passou pelo mundo das verdades eternas antes de habitar o corpo e é para lá que ela volta após morrermos. Não por acaso, essa teoria foi apropriada e adaptada pelo cristianismo, que pressupõe o Paraíso, o lugar onde a alma vive depois da morte. E é fundamentada nesta teoria que celebramos o Dia de Finados.
Já o filósofo Montaigne é um dos que acredita que a filosofia é quem prepara o homem para a morte. E é justamente dele que compartilho a ideia de que, sendo a morte inevitável, precisamos entendê-la e compreendê-la para que não sejamos pegos de surpresa, ou até para que vivamos bem a vida que temos. Afinal, não sabemos quanto tempo temos e, por isso, precisamos aproveitá-lo ao máximo. Você está aproveitando a vida?

Fábio Luporini
Sou jornalista formado pela Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.
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