Você é insubstituível?

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Outro dia recebi uma mensagem fofa de uma ex-aluna fofa: “Não sei como está para o fundamental, mas, assim como para o ensino médio, está bom. O único problema é que dá saudade do seu jeito, insubstituível.” A frase revela questões filosóficas profundas. E nos mostra a diferença entre ser único e, ao mesmo tempo, substituível. Afinal, de fato, ninguém é insubstituível?

O filósofo londrinense Mário Sérgio Cortella diz que “aquilo que faço, outra pessoa pode fazer. E aquilo que sou, ninguém é”. Isso é a mais pura verdade. Quando deixei de dar aula na sala de aula, em escola, grandes questões e questionamentos vieram à mente. Entretanto, sempre tive muito claro comigo mesmo que dar aulas de filosofia ou sociologia muitos profissionais professores são capazes de fazê-lo. Entretanto, dar aula do jeito que eu dou, ninguém o fara.

E, obviamente, isso não significa que outros modos e formatos de se dar aula serão ruins. Que nada! Podem até ser melhores. Mas, essencialmente, serão diferentes. Portanto, ninguém é substituível, como diz Cortella. Afinal, a singularidade de cada um de nós, como o próprio termo já diz, torna-nos únicos e isso ninguém pode substituir. Por outro lado, é preciso compreendermos que, de vez em quando, nosso tempo em determinado local terminou e substituírem-nos é um processo natural.

Qualquer empresa ou chefe pode trocar cargos ou funcionários, mas, jamais poderá trocar a individualidade. Somos exclusivos, embora não sejamos únicos. Entender e compreender essa realidade evitaria muitos problemas. Inclusive os de relacionamentos. Quando se tem algum ex-namorado ou namorada, sente-se muita saudade de situações e momentos vividos com o ou a ex. Mesmo num relacionamento atual, diferente do anterior. Não há qualquer problema nisso. Afinal, ninguém é substituível. É só diferente. Mas, esse aspecto a gente deixa para uma próxima vez.

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: João Jesus no Pexels

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Uma resposta

  1. Não, não sou insubstituível.
    No mundo corporativo, a gente se depara com muita gente que pensa que é insubstituível.
    Nossa finitude existencial é prova cabal.
    A filosofia é demais!

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