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Gene da vontade de viajar é o famoso “tesão” filosófico

Confesso que me dá agonia não poder sair pelo mundo afora, por conta das restrições e cuidados ainda necessários contra o coronavírus. Como dizem por aqui, nasci com rodinhas no pé. E faço questão de mantê-las, de cuidar delas e renovar sempre que for preciso. Agora, descobri que posso ter um tal gene do desejo de viajar. Li algumas reportagens e vi que alguns estudos publicados a partir de 2016 descobriram que existe algum elemento genético que potencializa uma vontade natural de sair por aí.

Apelidado de wanderlust (desejo de viajar), o DRD4-7R tem uma variação (a 7R) que atua nos níveis de dopamina do cérebro, justamente o hormônio responsável pelo prazer ou pela felicidade. É ele quem causa no ser humano a sensação de bem-estar, em alguns com um chocolate em outros com a mensagem de algum crush e comigo – e com 20% da população mundial – com uma vontade incontrolável de explorar novos destinos, lugares, países, cachoeiras e assim por diante.

Mas, por que exatamente estou falando disso num espaço dedicado à filosofia? Porque a filosofia também me dá essa sensação. Que eu chamava popularmente de tesão. Um sentimento bom, uma ansiedade boa, quando se está prestes a embarcar ou quando se está no meio de uma discussão e reflexão filosóficas. Seja sozinho, no meio de pensamentos dos mais diversos, seja com amigos. Ou, então, assistindo alguém importante dizer algo interessante: Mario Sergio Cortella, Leandro Karnal e Luiz Felipe Pondé, por exemplo.

Esse frio na barriga é responsável por acender a luz do ânimo em quaisquer dessas situações. Ao contrário, quando se tem diante de si alguém tão pobre em pensamento – como o presidente brasileiro Jair Bolsonaro – ou seguidores de seu estilo de vida e de pensar, a sensação que dá é brochante. Sim! É de brochar ouvir asneiras, bobeiras e tamanha sem-vergonhice intelectual saindo da boca de esgoto desse sujeito. Ou qualquer um que se pareça com ele.

É tão bom quando se pode abrir a mente, ampliar os horizontes e viajar o mundo, seja embarcando seja pensando! Dá vontade de compartilhar ideias, pensamentos, momentos, viagens e outras coisas mais com pessoas que, dessa forma, acrescentam algo em nós. Não é mesmo?

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Porapak Apichodilok no Pexels

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1 comentário

  1. Baruch Espinoza chamou esse impulso de potência!

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