A natureza nos reconecta conosco mesmo!

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O barulho da cidade que já acostumou os ouvidos até faz parte da nossa rotina, mas, não há nada como escutar o silêncio da natureza. Aliás, não tem o que supere a possiblidade do ser humano se conectar com o que é natural. A floresta, a cachoeira e uma trilha bem difícil têm a capacidade de dar uma renovada em nossas energias, impulsionando-nos a voltar à rotina de trabalho, de barulho e da cidade. Mais de 2,5 mil anos atrás, já dizia o filósofo clássico Aristóteles: “A natureza não faz nada em vão”. E não faz mesmo.

Contemplar a natureza não é bom apenas aos olhos. É bom para a alma. Já disse aqui e repito: um mergulho na cachoeira de água gelada quase trincando faz doer os ossos e leva embora tudo o que possa haver de ruim com a gente. É preciso e necessário. Principalmente em tempos em que a gente fica muito dentro de casa, por conta da quarentena da pandemia do coronavírus. Há dias, por exemplo, que eu nem vejo a cor do sol. Por isso, dar uma escapadinha para o meio do mato reconecta-nos conosco mesmo.

Semana passada voltei ao Pico do Agudo. Acho que já escrevi sobre isso por aqui. E é impressionante como apreciar a vista do alto do cânion, que contempla o Rio Tibagi correndo lá embaixo, tem um poder de renovação! Tudo bem que, durante o trajeto, arrependi-me inúmeras vezes de ter ido. Subida cansativa, com trilha de dificuldade moderada a difícil. Mas, tudo isso faz parte da superação de limites. Lá de cima, confesso que dá certo medo de altura, quase uma labirintite, não porque é alto, mas, porque é totalmente inseguro: qualquer deslize pode ser um adeus.

De qualquer forma, sentar numa pedra lá em cima e dar uma olhada na vista traz pensamentos de paz e alegria. “Em todas as coisas da natureza existe algo de maravilhoso”, completa Aristóteles. Tal qual é preciso enxergar o que há de fantástico em nossa vida, nossa trajetória, nossa realidade. A natureza nos ajuda nesse aspecto. Por isso, em pleno século XXI, já passou da hora do ser humano olhar para a natureza com outros olhos.

Fábio Luporini

Sou jornalista formado pela  Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.

Foto: Pixabay

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