O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é uma ótima sessão da tarde

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A principal estreia da semana é O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, dirigido por Tim Miller (Deadpool – 2016) e produzido por James Cameron (Titanic – 1997). O filme marca a volta do criador de toda a saga, Cameron, que retoma na produção da franquia milionária. Estão de volta também, agora sexagenários, Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger em seus personagens icônicos, Sarah Connor e o robô T-800. Tenha em mente que este é o sexto filme da série, mas se adapta como uma trilogia de O Exterminador do Futuro (1984) e O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), desconsiderando completamente em sua narrativa os demais filmes.

Os dois primeiros Exterminador foram um marco para o cinema mundial, principalmente em sua narrativa visual. Os demais filmes da série não funcionaram, provavelmente porque não seguiram a receita desses dois primeiros, ficção científica absurda e muita ação ininterrupta. E neste ponto, Destino Sombrio segue à risca todos os ingredientes, ficção científica pra lá de doida, ação, pancadaria de sobra e perseguições de carro.

O filme é quase um road movie, com numerosas ambientações e múltiplos cenários que vão de Guatemala, Cidade do México e Texas. E apesar de Linda Hamilton não convencer e nem emocionar em seu choro ou em sua cara feia, as atuações são compensadas por Mackenzie Davis (Blade Runner 2049 – 2017) e por Natália Reyes (Pássaros de Verão – 2018). As duas atrizes esbanjam talento e convencem em seus papéis. Neste ponto, o roteiro dialoga com o contemporâneo através do empoderamento do gênero feminino. Quanto a Schwarzenegger, está ótimo no papel de um robô inexpressível.

A narrativa se passa 25 anos após os acontecimentos do segundo longa e, apesar de copiar muito fidedignamente o filme original, consegue colocar uma certa personalidade própria na produção toda. O filme ainda tenta levantar certos debates sobre problemas sociais como avanço tecnológico incontrolável e processos de imigração, mas de maneira muito superficial. Afinal, o que os fãs da saga querem é ver seus personagens em cenas de ação. O roteiro não inova e fica aquém dos outros dois filmes, mas mesmo assim é uma ótima sessão da tarde.

Foto: Divulgação

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

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