Por Marcelo Minka
A semana não trouxe grandes novidades para os cinéfilos, mas para quem busca uma fuga do calor e momentos de relaxamento, há uma opção interessante.
“Novocaine”, a mais recente investida de Dan Berk e Robert Olsen (conhecidos por “Uma Obsessão Desconhecida”, de 2022) no gênero de ação, injeta pura adrenalina na veia do espectador. O filme não se detém em sutilezas, entregando uma premissa visceral e uma execução frenética que prendem a atenção do início ao fim.
A trama acompanha Ryan, interpretado por Jack Quaid (o “fracote” de “The Boys”, de 2019), um jovem que, após uma noite de excessos, acorda com uma dor de cabeça lancinante e descobre que está sem seus analgésicos. O que se segue é uma busca desesperada por alívio, que rapidamente se transforma em uma espiral de violência e perseguição, envolvendo figuras sinistras e revelações chocantes.
Berk e Olsen demonstram domínio do ritmo, alternando sequências de ação brutais e claustrofóbicas com momentos de tensão crescente. A direção de arte, com sua paleta de cores saturadas e ambientes decadentes, contribui para a atmosfera de urgência e perigo iminente. A trilha sonora pulsante embala a narrativa, intensificando a sensação de que o tempo está se esgotando para o protagonista.

Novocaine: puro entretenimento
Jack Quaid entrega uma performance convincente como o protagonista em desespero, transmitindo o sofrimento físico e a crescente paranoia de Ryan. Amber Midthunder (do excelente “O Predador: A Caçada”, de 2022) surge como uma figura enigmática que cruza o caminho do protagonista, adicionando uma camada de mistério à trama. Evan Hengst (de “A Barraca do Beijo 3”, de 2021) completa o trio principal, conferindo um tom imprevisível ao seu personagem.
“Novocaine” não busca reinventar a roda, mas sim entregar uma experiência de ação visceral e sem rodeios. Um filme que se assume como puro entretenimento, com sequências de luta coreografadas com impacto e uma narrativa que, apesar da simplicidade, mantém o espectador engajado na frenética jornada de seu protagonista, tudo isso com algumas pitadas de humor ácido que garantem boas risadas. Uma pedrada de adrenalina que cumpre o que promete: anestesiar qualquer vestígio de tédio.
Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas. Me siga no Instagram: @marcelo_minka e @m_minka_jewelry
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