Por Marcelo Minka
Neste fim de semana há filmes para todos os gostos nas salas de exibição da cidade. Então, convide uma pessoa que você gosta e vá apreciar um cineminha – aproveite que todos os cinemas da cidade estão com promoção de ingressos a R$10 – , depois emende um chopinho e relaxe porque este início de ano não está fácil, não.
Para a nova geração que ainda não viu Titanic na telona, aproveite e se emocione com o romance entre Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. O filme de James Cameron foi remasterizado e voltou a ser exibido em comemoração aos seus 25 anos de lançamento. De cinco em cinco anos os produtores comemoram e relançam a produção, dindim no bolso nunca é demais.
Outro filme de mister Cameron em exibição e faturando alto é Avatar: O Caminho da Água. Continuação de Avatar, o filme é interessante tanto em seu visual quanto em sua mensagem, mas longo demais. Curioso o fato desses três filmes, Titanic e os dois Avatar, estarem entre os que mais lucraram na história do cinema, ao lado de Vingadores.
Falando em continuação, Gato de Botas 2: O Último Pedido também continua fazendo muita bilheteria, tanto que está dominando as salas da cidade. Geralmente as sequências são desnecessárias, como no caso de Avatar, mas este filme é uma grata surpresa. Tanto que foi indicado ao Oscar de melhor Animação, perdendo para Pinocchio. Depois de 12 anos do lançamento do primeiro filme, a sequência traz um roteiro mais simples e intimista, porém mais emocionante, tanto para crianças quanto para adultos, discutindo maturidade e afetividade e superando o primeiro filme de longe.
Para os fãs do gênero terror, as notícias não são boas. Em cartaz M3gan, remake de Brinquedo Assassino. Sim, parece que estamos assistindo ao filme original. O filme tenta, sem conseguir, entrar em uma discussão sobre os perigos da tecnologia, mas é fraquíssimo em suas articulações. Creio que todo mundo está cansado de filminho com bonequinho matando gente. Fraquíssimo.
A maioria dos filmes de Tom Hanks costuma ser emocionante, e este não é diferente. A única diferença em O Pior Vizinho do Mundo é que Hanks não interpreta um sujeito simpático e bem humorado. Ao contrário, incorpora competentemente um síndico de condomínio viúvo, cheio de manias e extremamente mal humorado. O filme flui gostoso na tela, sem pressa e sem demora, com narrativa consistente e sem diálogos desnecessários. Uma experiência emocional que nos faz rir da tragédia.

Marcelo Minka
Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.
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