Londrina não é uma cidade pacata, pelo contrário. Pode-se dizer que a monotonia passa bem longe daqui. Quando menos se espera, novos escândalos acontecem, abalando a sociedade londrinense. Mas isso não vem de agora. Muitos aconteceram lá no passado e, provavelmente, você nem lembra ou nunca ficou sabendo.
Mirella Fontana
Equipe O LONDRINENSE
1948 – Passeata das Prostitutas Carecas
A economia do café trouxe muitos imigrantes para o norte do Paraná, muitos homens solteiros vieram em busca da riqueza do Ouro Verde. Isso acabou incentivando a prostituição e não demorou para que as cafetinas do eixo Rio-São Paulo viessem para cá. Eram tantas, que na década de 60 já somavam cerca de 6 mil mulheres. Naquela época, havia um juiz que não gostava muito da presença dessas mulheres e deu ordem para que alguns policiais as prendessem, raspassem seus cabelos e as fizessem andar pelas ruas segurando um cartaz com os seguintes dizeres “Somos prostitutas, vergonha da cidade”. Soube-se que o delegado e os policiais envolvidos foram destituídos do cargo poucos dias depois.
1951 – O sultão da Vila Nova
Athaide Teixeira da Silva chegou a Londrina, vindo sabe-se lá de onde, e logo colocou-se como um grande magnata e homem de respeito. Foi inspetor da polícia, administrador geral do DER e filiou-se ao PTB, partido pelo qual foi eleito vereador com expressiva votação. Sua ambição o levou a desentender-se com seu partido e filiou-se então a UDN – União Democrática Nacional. O PTB, indignado com sua atitude, resolveu investigar sua vida. E foi como se uma bomba tivesse caído sobre a cidade. Athaide vivia com 14 mulheres em sua casa, 11 adultas e três menores de idade. Com elas, ele teve quinze filhos, sendo que todas eram brutalmente espancadas para que se mantivessem em silêncio. O importante vereador foi preso e o alvoroço na cidade foi tão grande que precisaram chamar o Chefe de Polícia do Estado, coronel Albino Silva. Tempos depois, Athaide fugiu da cadeia e nunca foi encontrado.
1961 – O avião da FAB

Seis dias antes de renunciar, o então presidente Jânio Quadros determinou que toda a tripulação de um avião da FAB, prefixo C-413921, fosse presa.
O motivo: o tal avião, que também era usado em viagens presidenciais, saiu do Rio de Janeiro trazendo uma ilustre passageira chamada Maura, uma loira com atributos de parar o trânsito, para trabalhar na boate Chez Diana, conhecida casa de tolerância londrinense. Naquela época era comum que aviões modelo Scândia pousassem aqui nos finais de semana cheio de mulheres, mas o avião da FAB chamou atenção de um menino que queria ser piloto. Ele fotografou e a tal foto foi parar na capa da Folha de São Paulo. Ao saber do ocorrido, em 19 de agosto, Jânio, escreveu um ”bilhete” ao chefe da Casa Militar: ”De minha ordem, determine a S. Excia., o Ministro da Aeronáutica, fazer prender, por três dias, toda a tripulação do jato que levou uma bailarina a Londrina. A prisão deve ser feita hoje”.
2010 – Padre nu e alcoolizado
Em maio de 2010, um padre foi preso em Ibiporã, nu, com uma garrafa de água mineral contendo cachaça, dentro de seu carro. Abordado por Policiais Militares, foi encaminhado à cadeia da cidade, sob acusação de ato obsceno, corrupção ativa e embriaguez ao volante. A PM também recebeu a denúncia de um rapaz que disse ter sido assediado pelo sacerdote.
Segundo relato dos policiais, durante a abordagem o padre propôs fazer sexo oral e oferecido dinheiro para ser liberado. O padre ficou detido por alguns dias no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina e um ano depois já havia retornado as suas atividades.

