Nos últimos dois meses foram contratados mais 37 cargos, no total são 69 comissionados trabalhando na administração direta, além de 21 na Cohab e 34 na CMTU
Mirella Fontana
O LONDRINENSE
Em um período de pandemia, o mínimo que se espera dos gestores municipais, é que seja feita uma economia nas finanças da prefeitura e que os recursos sejam destinados a salvar a vidas e ajudar os munícipes que passam dificuldades.
Mas não é bem o temos observado em Londrina. Em nosso último levantamento, realizado em 26 de janeiro (confira a matéria aqui), a prefeitura contava com 32 pessoas ocupando cargos comissionados. Hoje, menos de dois meses depois, o quadro de comissionados pulou para 69 pessoas.
Nesses números não estão inclusos os cargos comissionados da Cohab e da CMTU, que são verdadeiras mães e sempre cabe mais um.
A Cohab não atualiza seus dados desde dezembro de 2020 e, na época, contava com 21 cargos comissionados. E pasmem, entregaram apenas 67 unidades habitacionais durante os últimos 4 anos, como mostrou O LONDRINENSE nessa reportagem.
Outro dado que assusta é o valor dos salários da autarquia. Vale citar que nos valores demonstrado abaixo ainda não há a correção que é feita em janeiro de cada ano.

No site da CMTU, a situação é ainda pior. Além de não atualizar a relação de comissionados desde outubro de 2020, a autarquia conta com 34 cargos que, além do salário, recebem um vale alimentação no valor de R$ 938,74.

Encerramos a matéria solicitando aos órgãos acima que atualizem seus dados contribuindo para uma total transparência da gestão em Londrina.

Respostas de 4
Adorei esta matéria! Melhor ainda será monitorar estes comissionados e se têm ou não resultado em seus trabalhos!
Comissionado ganha os salarios maos altos e n fazem nada, n batem ponto, n vao trabalhar
Querem fazer reforma administrativa culpando o servidor público pelo endividamento público, quando os culpados são governos corruptos que desviam dinheiro público, são os cargos comissionados desnecessários.
Uma folha de pagamento cara, para agradar cabo eleitoral, o “correligionário”, o financiador de campanha.
A reforma teria que começar por aí.
Parabéns ao O Londrinense pela matéria, que tem relevância informativa.
Uma vergonha em época de pandemia essa FARRA com o dinheiro público. Com a palavra a promotoria de Londrina.