Maus-tratos, cárcere privado, peculato, falsidade ideológica, lesão corporal, estupro de vulnerável são alguns dos crimes investigados
Equipe O LONDRINENSE com assessoria
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a 24ª Promotoria de Justiça de Londrina apresentaram, nesta quinta-feira(23), denúncia criminal contra 37 pessoas, sendo 32 delas envolvidas em no que chamam de organização criminosa instalada em clínicas psiquiátricas da cidade. Entre os crimes denunciados, estão organização criminosa, maus-tratos, cárcere privado, peculato, falsidade ideológica, lesão corporal, estupro de vulnerável, abandono de incapaz e exercício irregular da Medicina.
Os réus foram investigados na Operação Hipócrates, que apurou crimes que teriam sido cometidos na Vila Normanda e na Clínica Psiquiátrica de Londrina (CPL). Durante a operação, foi executada busca e apreensão de documentos para a comprovação da materialidade dos delitos.
A direção da Clínica Psiquiátrica de Londrina (CPL) e da Villa Normanda divulgou nota no final da tarde, declarando que as denúncias feitas pelo Ministério Público “são resultado do desvirtuamento proposital e mal intencionado dos fatos, com o nítido objetivo de prejudicar a sua imagem e a de seus proprietários”. Na nota, a direção enfatiza que “nenhuma das irregularidades descritas na denúncia foram confirmadas pelos órgãos oficiais” e chama o processo de absurdo. “O absurdo é tal que, na denúncia, são citados processos contra a Clínica que o MP perdeu, ficando provada a inocência dos acusados. O MP já recebeu ampla gama de documentos comprovando serem as acusações infundadas, mas preferiu não considerá-las”, afirma a nota.
O advogado das clínicas, Walter Bittar, fará uma coletiva na segunda-feira (27), para responder as dúvidas da imprensa de Londrina.

