Depois de muito tempo convivendo com o perigo de pontes precárias, os usuários do Lago Igapó 2 logo poderão andar sossegados sobre elas. Reforma de quatro das seis pontes estão sendo concluídas e reconstrução das restantes começa em abril
Telma Elorza
O LONDRINENSE
Depois de anos protelando, resolvi levantar cedo, calçar meu tênis e ir andar no Lago Igapó. A nova fase de vida saudável parou assim que avistei uma das pontes do Lago 2 – na altura da rotatória da Avenida Maringá – com a malha laranja típica de obras. Praticamente concluída, com todo estrado consertado. A segunda ponte, na altura da rotatória da Avenida Ayrton Senna, também reformada e já liberada para os usuários. Achei ótimo mas poderiam ter tirado o entulho que ficou ali, no canto.

“Eles começaram a consertar faz umas duas ou três semanas. Eu acho maravilhoso, porque estava em más condições”, conta a designer Rosângela Machado, 29 anos, que caminha à beira do lago quase todo dia. “Eu sempre achei essas pontes muito bonitas e bem melhor que andar pelo asfalto. Mereciam ser consertadas”, confirma a amiga, Mariana Roccio, 27.

Não satisfeita em ver as duas pontes quase prontas, fui ao final do Aterro do Igapó ver o estado da ponte ali, na altura da Avenida Faria Lima. Decepção. Ainda desmontada, estragada, largada. Mas, segundo o engenheiro Marcel Antoine Haswany, da PH7 Empreedimentos, empresa responsável pelas obras, ela e a ponte do Lago 3, na altura da antiga Fábrica 1, devem começar a ser reconstruídas em abril. “Como são projetos maiores, que envolve toda uma estruturação em madeira, deixamos para final”, explicou. A madeira tratada e mais resistênte está vindo do Norte do País e deve levar 30 dias para chegar. O engenheiro não quis falar sobre os custos de toda reforma e reconstrução.
A PH7 está reformando e vai reconstruir as pontes por causa de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado com o Município. “A empresa construiu o heliponto do Hospital do Coração Infantil dois metros acima do limite permitido por lei, já que o local é um fundo de vale”, apontou o secretário municipal de Obras, João Verçosa.
Pelo interesse público que a obra tem – já que é destinada a pousos emergenciais de helicópteros que trazem pessoas que precisam de tratamento médico urgente, o secretário explicou que optou-se pelo TAC em vez da demolição do equipamento. “Foi uma alternativa que veio da gestão passada, inclusive. Com um local adequado para receber helicópteros, o Graer não precisará mais pousar na rotatória do Moringão ou regiões mais afastadas da cidade”, explicou. A solução não agradou todo mundo. Tanto que uma audiência pública foi marcada para o dia 18, na Câmara Municipal de Vereadores, para discutir o heliponto.

De qualquer modo, é muito bom ver estruturas recuperadas no cartão postal de Londrina. Principalmente porque o Município nunca tem dinheiro para fazer o que precisa. Como consertar o asfalto na rotatória da Maringá que está cedendo. E logo vai virar um buraco enorme bem ao lado da ponte reformada.

Fotos: Telma Elorza


Uma resposta
sabe Telma, o serviço público sempre me deixa de cabelos em pé, apesar de já não tê-los em grande quantidade. vejo um posto de saúde reformado (reforminha, mas vá lá…) no parque alvorada, próximo do com-tour, há bastante tempo e que não retoma o atendimento. daqui a pouco fica velho, antes que o povo possa usufruir da reforma.
beijo
chuveirão