Londrina sempre teve uma vida noturna (e diurna, também, porquê não?) agitada. Mas alguns locais, que infelizmente não existem mais, marcaram toda uma geração. Bares, restaurantes e boates estavam sempre cheios de londrinenses a procura de diversão e boa comida. Eles estarão para sempre na memória da cidade.
Mirella Fontana – Pesquisa e Texto
Colaboraram Telma Elorza, Gustavo Lessa e Antônio Mariano Junior
Restaurante San Remo

O fechamento do San Remo foi um verdadeiro crime. Almoçar ou jantar à beira do Lago Igapó era um dos programas tipicamente londrinense. As crianças brincavam impunemente no parquinho, atravessavam correndo a barragem do lago, enquanto os adultos almoçavam e deliciavam-se com o show do Ney e sua Orquestra ou da cantora Erika, no restaurante administrado pelo Seu Mitsi.
Churrascaria Gaúcha

A Churrascaria Gaúcha tinha três marcas registradas únicas e inimitáveis: o cupim que derretia na boca, a agitação permanente do proprietário e a enorme coleção de chaveiros que adornava suas paredes. Era ponto de encontro das famílias tradicionais nos almoços de domingo. E a maionese era fantástica.
Churrascaria Chopim

Quem se lembra da churrascaria que ficava dentro do Parque de Exposições? Palco de encontro de políticos e de gente que gostava de comer bem. Fundada em 1959 por um verdadeiro gaúcho,
Omir Alberici, de Erechim, funcionou no mesmo local até 1982. A família tentou uma volta a Londrina em 2000 mas não tinha o glamour e a história da original.
Lanchonete das Lojas Americanas

Numa época em que Londrina nem sonhava em ter shoppings centers, as Lojas Americanas era a sensação da cidade. Subir as escadas rolantes era uma emoção e tanto. E no segundo andar tinha a lanchonete, com seus bancos de couro vermelho que giravam, um balcão alto e um lanche delicioso. E o milk shake? Hummmm….

Tigrão

O Tigrão foi a casa de shows mais democrática que Londrina já teve. Todos frequentavam o Tigrão. O patrão encontrava o empregado, todos ali eram ricos, bonitos e felizes. Não havia brancos, pretos ou amarelos. Todo mundo dançava, até quem não sabia. Amores verdadeiros, romances passageiros e divórcios escandalosos nasceram e foram concebidos nas noites de sexta. O chopp era gelado, os garçons conheciam todos os frequentadores e não havia espaço para uma molécula entre você e a pessoa ao lado. E o samba: destilado, adocicado, misturado com limão e aplicado direto na veia.
Clube da Esquina


Conhecido reduto dos universitários londrinenses, o bar ficava em uma casinha de madeira na esquina da Rua Alagoas com Av. JK, sempre rolava um som de primeira qualidade, famoso também pelo X-queca, um sanduíche feito com massa de panqueca, alface queijo e presunto, com um delicioso molho de tomate por cima.
Lá, os amigos se reuniam para jogar sinuca, ouvir música, tomar cerveja e se divertir.
Bar do Jota

O Bar do Jota foi um dos mais lendários botecos de Londrina. Cravado na Rua Professor João Cândido, quase esquina com a JK, o estabelecimento funcionou por quase quatro décadas. Artistas, políticos, boêmios, gente de todas as orientações, malucos, belezas, enfim, toda uma fauna e flora nativa frequentavam o Jota. Todos conviviam harmoniosamente muitas madrugadas adentro. O tempo passava e o Bar do Jota permanecia intacto com seus azulejos verdes nas paredes, o balcão revestido com fórmica, as mesas de sinuca que faziam todos se espremeram na ida ao banheiro… As palmas e assovios coletivos quando alguém derrubava garrafas ou copos das mesas de lata. O Mad (garçom do Jota) era uma daquelas figuras ímpares que valia a visita ao bar. Em 2015, o Bar do Jota fechou as portas definitivamente. O imóvel foi demolido. Ou seja, parte da memória afetiva de Londrina foi ao chão sob fortes marretadas.
Café Set

O Café Set, o 14 Bis, o Choppópolis, o Zero Grau, o Castelinho e o Bon Vivant faziam parte do circuito de bares da moçada. Agitação total de quinta a sábado. Quem não frequentava um, dois (ou até todos) eles, não sabia de nada e ficava “por fora” do que acontecia na cidade. No máximo, poderia ler os recadinhos da Folha da Sexta para saber dos novos casais e das fofocas mais quentes. Numa era pré-histérica, em que “torpedo” era um bilhete escrito que o garçom levava de um rapaz de uma mesa para uma moça de outra mesa, a comunicação era visual, sonora e sensorial.
Step by Step

A “discoteca” ficava quase na frente do Iate Clube, de propriedade de Rodolfo Kretsch Filho marcou a vida noturna londrinense no final da década de 70 e começo da década de 80. Com 25 mil watts de som, jogos geométricos de luz , lâmpadas coloridas e som do Village People, Gloria Gaynor, Chicago, Santa Esmerald, Donna Summer, entre tantos outros, levavam a moçada ao delírio.
Crédito das Imagens: Facebook – Páginas Step by Step e Carlos Ribeiro


Respostas de 35
Faltaram o bar do Tio Mário e o Falso Brilhante.
Esquecidos bares:Cantinho e Chaplin…
O banana split da americana é inesquecível
O Lumiar foi como um cometa que iluminou nossas noites e passou rápido, deixando lembranças incríveis.
E a salada tropical
Salada tropical da ammerica maravilhosa
Aumentem essa lista para 20, que ainda tem um punhado de bons locais para entrar:
– Bar do Souza (A cerveja mais gelada de Londrina)
– Bar do Carlão, ponto de encontro e começo das noitadas
– Discoteca A Gruta, ainda na memória de muitos
– Padock, restaurante
– Balancê, quando não existia a palavra “pub” ainda
– Big Valey, mais conhecido como UTI (última tentativa do indivíduo)
– Entre outros
Sei que é impossivel lembrar de todos os lugares que conquistaram nossos corações e paladares de crianças, jovens, adolescentes e adultos. Mas adorei a lembrança da banana split da Americana. Escada rolante, sundae e milk shake depois do cinema. Do dinheirinho destinado e guardado para estas delícias. As mesmas tentações eram servidas na Batavo, esquina da Av Paraná com Hugo Cabral, na época rua Ceará. Ao mesmo tempo, a Riviera, na Tupi com av Paraná, ,com sua charmosa sobreloja. Do Cantinho, do jornalista Flavio Campos, que durante muito tempo, entre outras atrações, contava com a Leninha Mariano, irmá de Cesar Camargo Mariano. Lugares inesquecíveis e que fizeram parte de nossa formação e, por que não dizer, da nossa juventude – que procurava seu caminho – recém saída da revolução dos anos 60.
Faltou a Kalahari
Faltou o Bar do Baiano rei da Batida
Que saudade
Faltou o bola 7, acho que era esse o nome, do Sr Sávio, frente a Kalahari, ainda o Pink Bar.
Também faltou o Coração Melão e o Sapos Bar.
Esqueceram o vilão! Esse passa na frente de vários citados aqui
Imperdoável esquecerem de mencionar o Balancê que por quase duas décadas alegrou milhares de londrinenses. Para quem gostava de dança de salão as noites de sexta e do sábado tinham endereço, o Balancê. Só decaiu com a chegada do novo sertanojo, já nos meados dos anos 90. Saudades dos bons companheiros de noite, Marinaldo, Dicró, Lima, Marquinhos, Sidney e tantos outros.
Bar Azul Neon e Casa do Vinho
Caramba queria lembrar daquele barcqque servia macarronada parecia uma casa européia. Chaminé batom tocava lá.
Se algum lembra põe aí.
Bar Valentino
Bar Valentino
O Valentino ainda existe e a casa está lá . Mas agora lá prox ao logo igapó
E o TONINHO?
Canja da Madrugada na Rua Vila Velha?
… E a Padaria Olímpia na Souza Naves com Goiás?
… E o Nanico na Quintino?
E o Gimenez na Santos com Espírito Santo?
E o Calloni?, Bar Lavoura, Salão de Chá Fuganti, Bar Bolero?
Alguém lembra ai?
Os mais.marcantes da madrugada londrinense: Cantinho, Tigrao, Sereno e Valentino
Nanico na Quintino Bocaiúva
Gente esqueceram da Senzala muita saudade
Faltou Balancê, Kalahari, Baiano e Daiane Karaokê…
Tinha um bar que servia costela cozida na farinha toda madrugada em frente ao Viscardi, e o bar de uma Japonesa que tinha um torresmo maravilhoso
Faltaram Churrascaria Campo Grande, Dante, Copão, Ponteio, Rodeio, Sr. Bar, Chaplin ,Samba 4,One Way entre outros. E pros mais antigos tinha um apelidado de Panela de Pressão que não era recomendo para os mais certinhos.
Esqueceram da New Time na Avenida Maringa.
Pelo uma ajuda esqueci totalmente do nome do bar que ficaram no zerao parada obrigatorio no domingo a tarde mas confesso q esqueci o nome
Faltou Pink Bar e Castelinho nessa lista!
Casa de show Maria Bonita na av Tiradentes lugar delicioso de dançar
Faltou o Gato que ri…. fazia uns lanches divinos,no final da Higienópolis sentido ao shopping virando a direita… nessa época era chácaras ali atrás e. sentido a Prochet onde fazíamos rachas de carros…. saudades
Caldurus bar, na Juscelino Kubitschek.
Gostava muito do bar Luz da cidade na Jk.
Saudades da adolescência.
Gato ke ri começou JK onde hj é o hotel Sumatra