DE REPENTE 60, a nova série do O Londrinēnse POD

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Série especial revela segredos do envelhecimento com qualidade de vida. Entrevistas com especialistas e pessoas de várias gerações apontam o caminho para chegar à chamada terceira idade com capacidade física e cognitiva . De Repente 60 estreia nesta quinta-feira (9)

Suzi Bońfím

Você já parou para pensar como será sua vida quando estiver velho? O que você está fazendo para chegar bem na chamada terceira idade? Por outro lado, quais são as medidas necessárias para envelhecer com qualidade de vida do ponto de vista físico e emocional? As respostas para estes e outros questionamentos estão na primeira temporada da série DE REPENTE 60, do O  LONDRIÑENSE POD, que estreia nesta quinta-feira (4) no canal do YouTube e Spotify. As jornalistas Suzi Bońfím e Telma Elorza conversam com quem está vivendo a velhice, com quem está a caminho e com profissionais da área traçando um panorama geral desta fase da vida. A série é um oferecimento do Restaurante Minerin.

A série DE REPENTE 60 – como envelhecer com qualidade de vida toca em um ponto crucial que é a aceitação deste processo natural por parte da sociedade e a busca das ferramentas para manter a capacidade física, cognitiva e emocional que garantem a autonomia das pessoas a partir dos 60 anos. Em quatro programas exclusivos, a série mostra histórias reais de envelhecidos, envelhecentes e dos especialistas, o geriatra Marcos Cabrera e o educador físico e pesquisador da área na Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Denilson de Castro Teixeira.

Envelhecido, marcado com “ferro quente” 

Na série especial De Repente 60, O Londrinēnse POD apresenta em quatro programas exclusivos histórias reais de envelhecidos, envelhecentes, jovens e as constatações de especialistas sobre esta fase da vida

No primeiro episódio nesta quinta-feira, o economista e analista de sistemas, Dácio Villar, 82 anos, um dos entrevistados da série De Repente 60, relata mudanças no comportamento dos velhos nos últimos anos.

Até pouco tempo atrás, de acordo com Dácio Villar, a pessoa depois que fez  60 anos e se aposentou, era como se fosse marcada com “ferro quente”, perdia visibilidade. “Não havia uma proposta de vida para ela, ou seja, significa ter renda, oportunidade de trabalho”, ressalta o economista que coordena o projeto Centro de Estudos e Formação para o Envelhecimento (Cefe).

Exercício físico para um envelhecimento bem sucedido

No segundo episódio, na quinta-feira (11) a  abordagem é do ponto de vista físico e mental com o educador físico e pesquisador da Faculdade de Educação Física da UEL, Denilson de Castro Teixeira, que há mais de 30 anos trabalha com pessoas acima dos 50 anos. 

De acordo com o educador físico, os estudos confirmam que  a atividade física é sinônimo de saúde.

“O exercício físico é o recurso não farmacológico mais importante e talvez o mais eficaz para o envelhecimento bem sucedido até hoje. Nenhum medicamento traz mais benefício que a prática da atividade física.”, assegura Denilson Teixeira.

Envelhecer com propósito de vida

Já o médico geriatra Marcos Cabrera afirma no terceiro episódio da série De Repente 60 na quinta-feira (18), que um dos principais mitos desta fase é que o envelhecimento só traz coisas ruins.

“Nós conhecemos o velho a partir de demandas negativas. Tem vulnerabilidade, mas tem potencial, um jeito de envelhecer bem, de se envelhecer melhor, de forma mais ativa”, garante o geriatra. 

Segundo o especialista,um dos conceitos mais relevantes na geriatria e gerontologia hoje é o propósito de vida na velhice. “Propósito de vida é uma coisa que a gente tem que ter sempre em todos os momentos da nossa história. Ele não precisa ser requintado,elitizado,não precisa ser chique,não precisa ser complexo, pode ser simples. Mas a gente precisa acordar com o olho brilhando por alguma coisa”, ressalta. 

Envelhecentes e a geração Z e X

O quarto episódio da primeira temporada que vai ao ar no dia 25 de junho, destaca que no meio do caminho do envelhecimento estão os jovens da geração Z e a geração X . Pessoas que aparentemente ainda estão distantes da velhice, mas é impossível negar que as atitudes delas nesta fase irão refletir na terceira idade. Ter esta consciência faz toda diferença .  

Este é o caso da jornalista Carolina Avansini e a filha Clarice, universitária do curso de Comunicação Social da UEL, que vêm de uma família longeva e esta proximidade com os idosos lhes proporcionam uma visão mais real e otimista da velhice. 

Clarice diz que pensa em como será a vida dela quando envelhecer, sem dramas. “Isso não me assusta. É uma coisa natural da vida, vai acontecer, não tenho medo de ficar velha”, garante. Carolina diz que agora começou a pensar no assunto agora e já está se preparando para a velhice. “Eu quero ser uma velhinha arretada, com força. Estou bem dedicada à academia porque já estava sentindo algumas dores. Aí eu falei: eu quero começar agora para quando for idosa ter autonomia, ter independência. Mas era uma coisa que eu não ligava”, reconhece Carolina.

60 + faixa-etária que mais cresce

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgados em abril deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o índice de crescimento da população é cada dia menor, e as pessoas estão envelhecendo.  

Há uma queda significativa na distribuição da população residente no país de pessoas abaixo de 40 anos de idade: o grupo está 6,1% menor em 2025 se comparado com 2012. Por outro lado, há crescimento dos que estão acima dessa faixa etária: 40 a 49 anos (de 13% para 15%), 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%).

Por outro lado, há estudos que apontam que o mercado das pessoas com 60 ou mais no Brasil que hoje tem mais de 33 milhões de pessoas movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano.

 O LONDRINE̅NSE POD é produzido em parceria com o ZGMEstúdios e está disponível no YouTube e Spotify Neste mês de junho, os quatro episódios exclusivos sobre como envelhecer com qualidade vão ao ar toda quinta-feira.

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