No primeiro episódio da série especial, o economista Dácio Villar , analisa a situação das pessoas com mais de 60 anos no Brasil e afirma que a sociedade não está preparada para a nova realidade com um número maior de velhos . De Repente 60 estreia nesta quinta-feira (4)
Suzi Bońfím
A primeira temporada da série DE REPENTE 60, do O LONDRIÑENSE POD, que estreia nesta quinta-feira (4) no canal do YouTube e Spotify. As jornalistas Suzi Bońfím e Telma Elorza conversam com quem está vivendo a velhice, com quem está a caminho e com profissionais da área traçando um panorama geral desta fase da vida. A série é um oferecimento do Restaurante Minerin.
Em quatro programas exclusivos, a série mostra histórias reais de envelhecidos, envelhecentes e dos especialistas, o geriatra Marcos Cabrera e o educador físico e pesquisador da área na Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Denilson de Castro Teixeira.
Envelhecido, marcado com “ferro quente”
No primeiro episódio, o economista e analista de sistemas, Dácio Villar, 81 anos, um dos entrevistados da série De Repente 60, relata mudanças no comportamento dos velhos nos últimos anos.

“O idoso quando se viu mais cognitivamente sadio, saiu do aposento onde ele ficava e ganhou a rua, também ganhou um novo conhecimento dele mesmo. Ele não sabia que era capaz de viver em sociedade e participar das coisas porque não viu os anteriores a ele fazerem isso”, constatou Villar que coordena o projeto Centro de Estudos e Formação para o Envelhecimento (Cefe) e dá palestras sobre o tema.
Até pouco tempo atrás, de acordo com Dácio Villar, a pessoa depois que fez 60 anos e se aposentou, era como se fosse marcada com “ferro quente”, perdia visibilidade. “Não havia uma proposta de vida para ela, ou seja, significa ter renda, oportunidade de trabalho”, ressalta o economista.
Dácio Villar destaca que estamos perto de uma bomba relógio para a economia: “três fatores se encontram e se transformam em uma bomba relógio; a redução da natalidade, daqui a pouco teremos menos jovens; o aumento da expectativa de vida e a entrada da tecnologia ocupando espaços de trabalho. A equação não fecha se nós não usarmos a inteligência dos envelhecidos. Agora é a hora dos idosos entregarem uma coisa substancial para o mundo. Só que a sociedade não está se organizando para isso ” alerta.
No próximo episódio da série especial DE REPENTE, 60, o educador físico e pesquisador da Faculdade de Educação Física da UEL, Denilson de Castro Teixeira, que há mais de 30 anos trabalha com pessoas acima dos 50 anos, explica que conciliar o exercício com a atividade cognitiva traz benefícios no processo de envelhecimento.
O LONDRINE̅NSE POD é produzido em parceria com o ZGMEstúdios e está disponível no YouTube e Spotify.



Respostas de 2
Parabenizo o Londrinense em ter a iniciativa de estar pesquisando sobre o envelhecimento que hoje é uma preocupação de nível global, porque temos sim que mudar muitas coisas ainda arraigadas ao século passado que nos faz parar no tempo, estamos sim vivendo mais tempo, mas essa conquista que ganhamos só vai valer se saírmos dos comodos, que na verdade são as facilidades que hoje temos ,DÁCIO VILLAR focou muito bem AS PROBLEMÁTICA em relação a população idosa, mais uma vez parabéns a todos
Obrigada, Lia! Vamos continuar dando espaço para este assunto tão necessário nos dias de hoje. Continue acompanhando a série especial. O próximo episódio com o pesquisador e coordenador da Unati, Denilson Teixeira está muito legal também. Abçs