Por Cláudio Chiusoli
A imposição de tarifas dos EUA a produtos do Brasil, segundo maior comprador representando em torno de 12% das exportações , causou muitas polêmicas nas últimas pautas dos noticiários. No entanto, é claro que boa parte da imprensa e dos discursos governamentais se posicionam como apoiadores do nacionalismo frente ao império capitalista.

Essa narrativa realmente confunde aqueles que não possuem conhecimento mais aprofundado sobre o assunto, criando desinformação e críticas sem bases sólidas. É importante entender que o protecionismo também se manifesta de outras formas, e a maneira como é apresentado gera confusão e distorção na percepção das pessoas.
Certamente muitos desconhecem, mas é muito frequente que nações recorram ao protecionismo para resguardar suas indústrias. Até mesmo o Brasil aplica tributos e tarifas sobre mercadorias vindas de fora para determinados segmentos da economia, visando a defesa da indústria nacional.
Há outro aspecto que não é abordado, as empresas que se baseiam em produtos trazidos do exterior também enfrentam dificuldades devido ao protecionismo que existe globalmente, incluindo nos Estados Unidos.
As políticas protecionistas são realizadas pelas nações em todo o mundo, e o desafio é identificar quais deles são “mais protecionista”, já que essa análise pode mudar muito, conforme a maneira como o protecionismo é compreendido.
Ações para proteger a produção local
Primeiramente, é relevante esclarecer que o protecionismo econômico se trata de um conjunto de ações que um governo adota para salvaguardar a produção local contra a concorrência estrangeira, o que pode ter um aspecto positivo para o país.
Além do aumento de tarifas sobre produtos importados, há outras formas de protecionismo, tais como:
- Cotas de importações: restrições sobre a quantidade de produtos que podem ser trazidos para o país.
- Subsídios ou ajuda financeira: suporte econômico do governo destinado a empresas locais, diminuindo seus gastos e possibilitando que vendam a preços mais baixos.
- Regulamentação e burocracias: normas sanitárias, ambientais ou de segurança que complicam a entrada de produtos estrangeiros, como requisitos de licenciamento e inspeções, elevando os custos e o tempo para importação.
O fato é que o empresário/exportador precisa observar esse contexto como uma oportunidade de novos negócios. A orientação dos especialistas, é adotar uma nova estratégia que envolve diversificar e buscar novos mercados para os produtos do Brasil. Isso implica encontrar outros países que possam comprar seus produtos, ou seja, adaptar-se às novas regras do mercado.
Mantenha-se informado. Tenha uma boa semana.
foto e ilustração – Freepik
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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Respostas de 2
Excelente artigo Professor !
Muito esclarecedor !!!
Gratidão Semi Osman