Por Edmilson Palermo Soares
Quando falamos em Vinho Branco, a mais famosa uva usada na sua produção é a Riesling. Vamos saber um pouco sobre ela.
Foi estabelecido que a data de 13 de março é o Dia Mundial desta uva.
Esta casta teve sua origem na Alemanha.
Foi encontrado um registro datado do ano de 1435, em um inventário de um armazém, informando a presença de uma uva chamada Rießlingen.
Esse nome apareceu em diversos documentos da época até que, em 1552, surgiu a primeira citação utilizando o nome que conhecemos hoje, Riesling, informando que ela já era cultivada pelos romanos nos vales do Mosel e Reno.
Não devemos confundir a Riesling (Renano) com a Riesling Itálico (Emerald Riesling), pois as duas são uvas diferentes.
É uma variedade de uva que se adapta a diferentes climas e regiões.
Seu melhor desenvolvimento é em temperaturas moderadas a frias, pois o calor excessivo faz com que a maturação da uva seja abrupta, fazendo com que sua acidez seja perdida, bem como a delicadeza de seus aromas.
A Alemanha é o maior produtor do mundo, fornecendo produtos com diversos estilos de vinhos Riesling, desde jovens até os mais longevos, podendo apresentar-se secos e intensos ou mesmo mais doces e delicados. São incrivelmente equilibrados pela firme acidez.
A região do Mosel é que mais se destaca.
A região de Alsácia, na França, é a segunda maior produtora do vinho dessa casta no mundo.
Por um tempo, os próprios alemães mancharam a casta produzindo vinhos de baixa qualidade e extremamente doces.

Você ou alguém de sua família deve se lembrar dos Vinhos Alemães das garrafas azuis, que eram sucesso em festas de casamentos, eventos e recepções. Não podiam faltar….
Tínhamos acabado de abrir o mercado de importações (início dos anos 90) e estes vinhos vieram em grande quantidade. Como ainda não conhecíamos os vinhos importados, esse foi uma experiência que nos foi oferecida. Hoje sabemos que não eram os melhores vinhos do mundo.
Riesling: o auge
Atualmente essa má impressão passou e a casta alcançou o seu auge com vinhos renomados e, muitos deles, de elevado valor agregado, como os produzidos na região da Alsácia, localizada a leste da França, nas proximidades entre a fronteira com a Alemanha.
Outros países que adaptaram bem a uva Riesling são: Canadá, Áustria, Austrália e Estados Unidos (região do estado de Washington).
No Canadá se produz o Ice Wine , um vinho doce feito com a uva congelada.
É um vinho geralmente pouco alcoólico e com acidez elevada. Ao contrário da maioria dos brancos, é um exemplar que envelhece muito bem na garrafa.
O envelhecimento em barris de carvalho não é recomendado justamente para não mascarar seus aromas característicos.
A uva Riesling é extremamente versátil. Com ela é possível elaborar vinhos secos, semi-secos, suaves e, até mesmo, os de sobremesa, dependendo do processo pelo qual ela é submetida.
A recomendação é que seja servido frio, numa temperatura entre 6° e 8°C.
A harmonização do vinho Riesling deve ressaltar os seus aromas. Por conta da acidez, vai bem com comidas picantes, como as indianas e as asiáticas, além de frutos do mar com sabor intenso.
Também acompanha carnes brancas e saladas diversas.
A versão de sobremesa harmoniza com strudel de maçã ou aperitivos, como queijos fortes.
Celebre essa uva famosa, abrindo um bom vinho Riesling. Saúde!
Edmilson Palermo Soares


Enófilo, sócio proprietário da Confraria da Taverna, loja de vinhos e espumantes que traz novas experiências no mundo do vinho, estudioso e entusiasta, com conhecimento prático provando vinhos de mais de 20 países e diversas uvas desconhecidas do público em geral. Me siga nas redes sociais: no Instagram @contaverna, Facebook Confraria da Taverna e Linkedin
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