A Economia Criativa e sua influência no progresso social urbano

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Por Edra Moraes

Você já deve ter ouvido a famosa frase de Maria Conceição Tavares: “Ninguém come PIB”. Muito mais do que uma frase de efeito, ela questiona os índices que consideramos para avaliar o sucesso na gestão pública. Se ninguém come PIB e essa medida não é capaz de medir a qualidade de vida dos cidadãos, e se encontramos economias fortes como a dos EUA que não refletem na qualidade de vida dos cidadãos americanos, quais seriam os índices que tornariam essa avaliação voltada para o bem-estar do cidadão?

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A necessidade de novas medidas

O mundo precisa de uma nova medida que avalie e quantifique o que realmente importa para as pessoas, indo além do contexto econômico. O Índice de Progresso Social (IPS) é uma metodologia que avalia a qualidade de vida da população no Brasil de forma multidimensional. Além de avaliar se as pessoas dispõem dos recursos necessários para prosperar, o IPS transcende as métricas tradicionais e os paradigmas econômicos, possibilitando a comparação entre municípios, estados e regiões. Ele é composto por dados socioambientais e de resultados. Em outras palavras, o IPS não mede a quantidade de infraestrutura ou recursos investidos em um município, mas verifica se essa infraestrutura ou esses recursos estão efetivamente trazendo benefícios para a população. Além disso, o IPS utiliza dados públicos, recentes e disponíveis para todos os municípios do Brasil.

O Relatório do Índice de Progresso Social (IPS Brasil)

Em julho, foi lançado o relatório do IPS Brasil, onde você encontrará informações de todos os municípios brasileiros. As três dimensões analisadas pelo índice são: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Para dar um spoiler, Maringá e Curitiba são as únicas cidades do Paraná entre as com melhores índices.

A importância dos índices para a gestão pública

Por que esses índices são importantes para a gestão pública? Para direcionar esforços onde realmente importa. Reconhecendo essas três dimensões, o planejamento de uma gestão pública pode evitar erros, como transformar esforços para aumentar o crescimento do PIB em medidas que envolvem desregulamentação ambiental e enfraquecimento de leis trabalhistas, com consequências bem conhecidas, basta lembrar a tragédia do Rio Grande do Sul.

Focando no que realmente importa

Focar nas “coisas que realmente importam para pessoas reais” garante que o sucesso seja medido pela qualidade de vida dos cidadãos. O progresso social deve atender às necessidades humanas básicas, criando condições para que todos possam desenvolver suas potencialidades. E é aí que entra a economia criativa. Além dos indicadores econômicos, como número de empregos, renda e divisas geradas, a economia criativa também gera bens intangíveis, como a melhoria da qualidade de vida, a sensação de autoestima individual e coletiva, e o bem-estar social. Profissionais criativos não apenas produzem bens, serviços e produtos, mas também os enriquecem com valores não monetários que podem impulsionar o desenvolvimento de tecnologias, modelos de gestão e processos focados nas pessoas.

Londrina e a Economia Criativa

Londrina não está entre as cidades com melhores índices e a sua força na economia criativa pode ser usada para impulsionar seu Progresso Social. A economia criativa nasceu com conceitos que dialogam com as necessidades humanas básicas. Afinal, esta é uma economia ligada à sustentabilidade e a tornar as cidades mais inclusivas, uma das áreas que Londrina perdeu mais pontos, estamos no vermelho.

Planejando uma Cidade Criativa

Quando gestores planejam uma cidade criativa, o desenvolvimento econômico é conciliado com a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da população. Dessa forma, a economia criativa pode exercer um papel crucial, gerando empregos e riqueza de maneira sustentável, além de contribuir para a transformação das cidades em lugares mais agradáveis para se viver e trabalhar. E é isso que importa. Queremos uma cidade que seja boa de se viver.

Saiba qual foi o índice do seu município clicando neste link.

Foto: Valéria Felix

Edra Moraes

O PIB não reflete a qualidade de vida dos cidadãos. Por isso, o mundo precisa de uma nova medida que avalie e quantifique o que realmente importa para as pessoas. O Índice de Progresso Social (IPS) avalia a qualidade de vida de forma multidimensional

Profissional de marketing, produtora cultural e escritora. Agitadora cultural e idealizadora do Movimento Londrina Criativa. Prêmios:  Obras Literárias Digitais 2020, “Antologia Poética | Seleção da Autora, Memorial Vivência, Literatura, Livro e Leitura Unespar, Cultura nas Redes 2020 e FCC Digital 2020. Me siga nas redes sociais: Facebook, Instagram @edra_moraes, YouTube @edra-moraes27. Contatos: e-mail edra.moraes27@gmail.com e fone/whatsapp: (41) 997722447.

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