Porque me tornei vegana

Crédito da foto: VisualHunt

Graças a Deus, há um ano e meio houve um despertar na minha vida: me tornei vegetariana e logo a seguir, há oito meses, vegana. O veganismo é uma linha de base moral que não compactua com a exploração e o sacrifício de seres inocentes, para atender necessidades humanas. Foi uma opção que muito contribuiu para o meu bem estar e minha paz. O principal motivo para essa mudança foi a indignação pelo abuso e crueldade imposta aos animais, da qual até então eu não fazia ideia.

Na infância, os nossos pais introduzem a carne em nossa dieta como um alimento que nos ajuda a crescer “fortes”, junto ao arroz, feijão e legumes. Porém, se as crianças soubessem que a carne é um pedaço de um ser que foi morto e que, para este fim, muito sofreu, acredito que a maioria delas rejeitaria tal opção.

Consumir animais e os seus produtos é uma escolha nada racional a que fomos viciados. É fruto de um comportamento em massa. Não paramos para pensar na vida de escravidão que essas criaturas levam, e na forma como a carne e outros derivados são produzidos, representando prejuízo à nossa saúde e ao meio ambiente. Por trás do pedaço de “filé” existiu um rosto, um olhar, um indivíduo que sentiu medo, muita dor, e lutou e gritou para não morrer.

Quando me atentei à violência e ao holocausto que estavam por trás do churrasco, dos “fastfoods”, do leite, dos ovos, vestuário em couro, além das atrocidades cometidas pela indústria química (incluindo produtos estéticos) testando produtos em animais, e de entretenimentos como “seaworld”, circos, zoos e outros, saí do meu entorpecimento mental e reformulei os meus hábitos. Reconheço que demorei para mudar, sabe aquela sensação de porque não acordei antes?

Animais não são mercadorias, eles são irmãos da Criação a quem devemos respeito. Os propósitos do veganismo se sustentam no amor e na compaixão. É uma escolha que agrega valores construtivos e benefícios para a comunidade mundial na questão saúde, proteção animal e preservação do planeta.

A dieta baseada em plantas é respaldada cientificamente. Bem orientada e devidamente conduzida oferece uma qualidade de vida excelente, um corpo vigoroso e muito sabor.

Como disse Albert Schweitzer: “Um homem é verdadeiramente ético apenas quando obedece a sua compulsão para ajudar toda a vida que ele é capaz de assistir, e evitar de ferir toda a coisa que vive.”

Créditos da foto: VisualHunt



Londrinense, mãe, vegana, escrevo nas horas vagas, música (há quatro anos em recesso), amante dos animais e da natureza. Estudei Medicina na UEL, fiz residência em Anestesiologia e Intensivismo em Pós-Operatório de Cirurgia Cardíaca. Atualmente trabalho no Serviço de Cirurgia Cardíaca do Norte do Paraná na área de Recuperação Pós-Operatória e como intensivista no Hospital Evangélico de Londrina. 
 

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