Veja os 5 principais locais de Jerusalém que marcam as celebrações da Semana Santa

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Por Carlos Alberto Braile, professor e sócio-diretor da TS Brasil Turismo Religioso

Palco principal da fé cristã, a Semana Santa está aí e, com ela, todo o caminho percorrido por Cristo da morte à ressurreição. Do Monte das Oliveiras até o Santo Sepulcro vazio, é possível reviver tudo pelo que passou Jesus nas missas e celebrações dessa época do ano. Mais ainda, quem tiver a oportunidade – e quando for possível – de visitar a Terra Santa, em Israel, poderá experimentar e ver na prática esses lugares históricos e de muita oração, fé e esperança.

Por isso, listamos cinco principais locais dos tantos que merecem destaque e que estão lá na Terra Santa para serem visitados por turistas e peregrinos. Quem já visitou Israel vai se recordar dos lugares. E quem não foi, ficará com vontade de ir. Nossa partida se dá em Betânia, casa de Marta, Maria e Lázaro, três irmãos amigos de Jesus e de onde o Messias parte para sua entrada triunfal em Jerusalém, ocasião em que se celebra o Domingo de Ramos.

Última Ceia: momento que precede sua prisão, a também chamada Santa Ceia marca a instituição da Eucaristia, quando Jesus divide com seus apóstolos seu corpo e sangue. O local desse acontecimento é o Cenáculo, onde também ocorreram a sua ressurreição e o Pentecostes, a vinda do Espírito Santo. A construção até hoje recebe visita de peregrinos: no piso debaixo fica o túmulo do rei Davi e, ao lado, a Igreja da Dormição de Maria.

Getsâmani, no Monte das Oliveiras – Foto: Fábio Luporini

Getsâmani: jardim localizado no sopé do Monte das Oliveiras, é o local onde se dá a agonia de Cristo ao aceitar o sacrifício de Deus. Também ali Jesus visualiza a traição de Judas, a negação de Pedro e o abandono dos apóstolos. Ele reza antes de ser preso e sua agonia foi tão grande a ponto de suar é suar ou chorar? sangue. Hoje está ali a Igreja de Todas as Nações ou Igreja da Agonia, construída no ano de 614.

Fachada da terceira estação da Via Crucis, em Jersualém – Foto: Fábio Luporini

Via Crucis: depois de preso e levado a Pilatos, que o condenou, Cristo inicia um percurso cheio de tribulações, que conhecemos como via sacra. Carregando a cruz em que seria crucificado, Cristo caminha pelas ruas de Jerusalém até o Calvário. Embora tenha sido destruída e reconstruída diversas vezes, a tradição cristã marca alguns lugares nesse trajeto que apontam onde os principais eventos relacionados a Jesus teriam acontecido. Capelas, igrejas, casas privadas e marcações simbólicas nas ruas mostram aos peregrinos a rota percorrida pelo Messias. Ao todo, são 14 pontos, 600 metros e alguns oferecem pontos de oração.

Via Dolorosa, em Jerusalém – Foto:Pixabay

Calvário (ou Gólgota): é a colina onde Cristo foi crucificado, onde deu seu último suspiro. Nesse momento, o céu escurece, a cortina do templo se rasga e o plano de salvação divina acontece. Hoje está construída uma igreja em que, no interior, há uma elevação rochosa de uns cinco metros de altura que seria o que resta do antigo monte onde a cruz foi elevada.

Santo Sepulcro: depois de morto, o corpo de Cristo foi recolhido e levado a um túmulo novo para ser sepultado. Ao terceiro dia, ressuscitou. Hoje é possível visitar o local, onde foi erguida uma enorme igreja e representa um dos locais mais sagrados da cristandade, seja a ligada à Romana ou às demais Igrejas irmãs que professam a mesma fé.

Santo Sepulcro, em Jerusalém – Foto: Pixabay

Independentemente de qual fé as pessoas professem, esses locais e eventos são históricos, muitos deles comprovados arqueologicamente, e merecem ser visitados. Melhor ainda se forem em peregrinação, com guia local e espiritual e explicações contextualizadas, além das orações. A Semana Santa que se celebra agora é momento ideal e propício para recordar essa realidade.

Foto: Pixabay

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