“Sou uma mulher bem-sucedida, feminista, independente e com opiniões próprias. Mas, na cama, gosto de apanhar com tapas na cara, puxões de cabelo e mordidas no corpo. Não consigo conciliar esses meus dois lados, me sinto diminuída cada vez que peço para um cara me bater, porém só gozo assim. É normal? Preciso buscar ajuda?”
De perto, ninguém é normal. Todo mundo tem questões internas, fetiches e fantasias se digladiando na mente. E uma coisa que sempre traz angústias é quando a fantasia/fetiche vai contra tudo que acredita fora da cama. Uma feminista apanhar e gostar? Nossa, que dualidade de personalidade. É errado uma mulher que se posiciona pelos direitos femininos, briga, luta, ser “mulherzinha” na cama? Não. Se dá prazer, qual o problema?
O que as pessoas precisam aprender é separar as vidas pessoal e profissional da vida sexual. Primeiro, porque ninguém tem nada a ver com ela. No seu quarto, na sua cama, você faz o que quiser e não precisa justificar nada a ninguém. Nem para o parceiro. Pode pedir seus tapas sem explicação nenhuma. Ou, se for também o companheiro de vida, apenas deixe claro: cama é uma coisa, vida fora dela é outra.
Nenhuma mulher precisa ser feminista, independente, segura de si 24 horas por dia. Pode ser menininha, meiga e carinhosa nos braços do amado sem culpas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. E os caras que não entenderem isso, pode dar tchau.
O que precisa ficar claro, na mente de ambos, é que a tal entrega passa por saudável respeito mútuo aos limites do outro. Seu companheiro não pode exigir submissão no dia a dia se não é isso que você quer. Ou vice-versa.
No mais, não há porque ficar se culpando se gosta de levar uns tapas bem dados. Tem muita gente que gosta e prefere sexo selvagem a “amorzinho fofo”. Você só precisa procurar ajuda de especialistas se isso estiver atrapalhando ou interferindo com os outros aspectos da sua vida. Se não, bola para frente, curtindo seus tapas na cama sem deixar de ser uma mulher poderosa no seu dia a dia.
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Jornalista profissional, palpiteira e galhofeira. Adora dar pitaco na vida dos outros enquanto vai levando a sua na flauta.


Respostas de 3
Olá aqui é a Nayara Rodrigues, eu gostei muito do seu artigo seu conteúdo vem me ajudando bastante, muito obrigada.
Isso é curioso. Isso é típico de toda feminista de boutique, que gosta de pagar de empoderada, desconstruída e revolucionária de absolutamente nada, pois só vive de militância cenográfica, moralismo relativista, resistência estética e de aparências travestida na roupagem de uma personagem para se proteger ou disfarçar as suas fraquezas e os seus desejos por trás de fortalezas imaginárias, mas gosta de sinalizar empatia e sororidade fluidas e falsas virtudes. Todas que conheço possuem traumas, frustrações, abstinências e até fetiches obsessivos, doentis, paranóicos e enrustidos escondidos embaixo da cama nesse sentido.
Seu comentário é de uma estupidez que desconhece limites. Ser feminista é sobretudo ser bem resolvida na cama, não ligar para opinião de macho sem noção e quando necessario dar um pé nesse macho. Fetiche na cama, com dois adultos e com consentimento vale tudo, macho agressor na vida real e cadeia e Maria da Penha. Não venha justificar canalhice com feminismo. Realize seus fetiches e não terá tempo de encher o saco falando burrices.