Tia Telma Responde especial Dia dos Solteiros: dá pra comemorar a solteirice, sim

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Por Telma Elorza

Dia 15 de agosto é considerado o Dia dos Solteiros, um dia especial para comemorar a liberdade amorosa ou para tentar tentar mudar a solteirice, tudo de depende de como se lida com ela. A data tem origem duvidosa, não se sabe com certeza como começou. Mas uma versão diz que nasceu na década de 1990, quando alunos solteiros de uma universidade chinesa decidiram fazer uma festa para tentar encontrar a cara-metade. A novidade se espalhou por outras universidades chinesas e daí para o mundo, virou meio que tradição.

A maioria das pessoas adultas não gosta de ser solteira e passa boa parte da vida procurando um(a) parceiro(a). Claro, sempre tem exceções e elas são, principalmente, homens que preferem curtir a vida à se apegar a alguém. Ou mulheres que, como eu, aprenderam que nem sempre estar num relacionamento é sinônimo de felicidade e preferem ficar sozinhas a entrarem numa péssima relação.

O que as pessoas precisam entender é que ser solteiro, nos dias de hoje, não significa ser solitário e em abstinência sexual. É preciso parar de confundir amor com sexo, principalmente as mulheres. Amor é uma coisa que pode ou não acontecer na vida das pessoas. Sexo é natural, orgânico, saudável. Faz bem para a pele, para o organismo de modo geral.

Segundo pesquisas médicas, a atividade sexual reduz o estresse e aumenta a endorfina no organismo, o que evita riscos de pressão arterial alta, ataques cardíacos e derrames, e a liberação de ocitocina ajuda a aliviar dores de cabeça. O sexo ainda melhora a autoestima e o humor a longo prazo.

É claro que é possível viver sem ambos, mas, no caso do sexo, desde que seja uma escolha e esteja feliz e completa com ela, aprendendo a canalizar a energia sexual que quase toda população tem para outras atividades prazerosas.

Se não é o caso, é hora de rever seus conceitos.

A maioria das mulheres ainda acha que fazer sexo livremente é pecado. Que vai ser vista como uma “galinha”, “piranha” ou prostituta. Não se permite viver por medo do que as pessoas vão pensar. Mas já parou para pensar em quem coloca essas reputações negativas nas mulheres livres? A mentalidade machista que continua presente na sociedade. Onde a mulher nunca é considerada uma igual ao homem que, por sua vez, tem toda a liberdade de ser galinha à vontade. A formação religiosa, que cria meninas como princesas puras e castas, também contribui para que milhões de mulheres refreie sua sexualidade, tornando o sexo algo sujo a ser evitado antes do casamento.

E aí caímos de novo na questão de confundir amor com sexo, a busca incessante de um parceiro para, enfim, poder fazer sexo sossegadas, sem julgamentos e pressões.

É hora das mulheres romperem com esse ciclo. Em tempos de Tinder, nunca foi tão fácil conseguir sexo. E curtir a solteirice sem culpas internas ou alheias. Num mundo onde cada vez mais mulheres são responsáveis pelo próprio sustento e pela própria vida, não cabe mais se preocupar ainda com que as pessoas, que nada tem a ver com sua vida, pensam. E com uma vantagem: quanto mais bem disposta sexualmente a mulher estiver, mais chances de encontrar também o amor.

Então, curta o Dia dos Solteiros comemorando. Do jeito que quiser.

Quem é Telma Elorza, a Tia Telma?

Jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.

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