Por Telma Elorza
“Tenho 16 anos e estou com uma mulher de 25. Minha primeira vez foi com ela, mas nunca consegui ter a ejaculação no final da relação. Estou preocupado pois não acho que seja normal. Sempre no final da relação ela se sente frustrada por eu não ejacular e isso me afeta também. O que devo fazer?”
O leitor não deu muitos detalhes, portanto isso atrapalha um pouco os conselhos que posso dar. Mas vamos lá, vou tentar imaginar todas as situações possíveis para tentar ajudar.
A primeira situação que posso imaginar é que o rapaz tenha ejaculação normal quando bate punheta. Nesse caso, pode estar sendo afetado por duas variáveis quando se relaciona sexualmente com a mulher mais velha.
A primeira variável pode ser o caso retratado nessa coluna, quando falei sobre a Síndrome do Punho de Ferro, problema que acomete homens, principalmente os mais jovens, acostumados a praticar constantemente uma masturbação mais agressiva, fazendo pressão no pênis e movimentos fortes e ritmados com a mão.
Isso significa que o pênis “se acostumou” com uma pressão maior que a relação sexual oferece. A vagina ou ânus não tem a mesma “força” para aplicar ao pênis que perde um pouco a sensibilidade pela prática rotineira, deixando de sentir o atrito produzido numa transa. Isso leva ao retardo do orgasmo, podendo fazer que o cara ou perca o tesão ou leve horas para gozar.
Nesse caso, o meu conselho é tentar ficar sem se masturbar por um bom tempo, para que a sensibilidade volte ao normal.
A segunda variável pode ser psicológica. Um adolescente de 16 anos pode se sentir extremamente inseguro ao transar com uma mulher de 25 experiente e que, obviamente, comanda a relação. Embora a situação seja algo atrativo para a maioria dos meninos, a insegurança de não ser suficientemente experiente para deixar a parceira completamente satisfeita pode causar problemas como a falta de ejaculação. Baixa auto estima e sensação de ser inadequado são muito comuns nesta faixa etária.
Meu conselho é: leitor, relaxe. Se ela o escolheu, é porque você é muito atrativo para ela. Mais que outros rapazes mais velhos e mais experientes. É justamente a falta de experiência na área que torna a relação muito sexy, para algumas mulheres, que gostam de “ensinar” e “moldar” seus amantes do seu jeitinho.
A segunda situação que consigo imaginar é a falta de ejaculação em todos os momentos, seja em punhetas ou em uma transa. Nesse caso, o problema pode ser físico ou psicológico. Meu conselho: procure um médico para ver o que está acontecendo, um urologista de preferência. O profissional pode indicar se há alguma má formação física, como um canal “entupido”, no caso dos canais deferentes – dois tubos, do tamanho de um fio de espaguete aproximadamente, que ligam as bolas (escrotos) às vesículas seminais. Ou alguma doença inflamatória que também podem impedir a passagem do líquido seminal. Vale a pena investigar.
Se estiver tudo bem, fisicamente, a falta de ejaculação também pode ser algum problema psicológico. Nesse caso, busque ajuda de um psicólogo para
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Quem é Telma Elorza, a Tia Telma?
Jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.

