Porque o aumento dos juros nos EUA pode impactar negativamente na economia mundial? Entenda

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Por Cláudio Chiusoli

Com a escalada inflação, o Federal Reserve (FED), o banco central dos EUA e responsável pela política monetária na maior economia do mundo, deve tomar decisões e sinalizar uma série de altas de juros ao longo de 2022.
Devido à atual conjuntura inflacionária, é preciso apertar a política monetária, que atingiu seu nível mais alto no país, não observados desde 1982.

A inflação nos EUA atingiu uma alta histórica de quase 7% em 2021, logo após um enorme pacote de resgate financeiro durante a pandemia que levou a uma rápida recuperação econômica ao criar empregos, aumentar o consumo e os salários.

A consequência dessas medidas é que elas alimentam os aumentos de preços, conhecida como inflação.

Dito isso, o aumento das taxas de juros aumentaria a atratividade da compra de títulos dos EUA, por parte do mercado investidor. Acredite, hoje a taxa está entre 0% e 0,25% ao ano.

Especialistas defendem que o dólar é a moeda mais utilizada no mundo, e os títulos do tesouro emitidos pelos Estados Unidos tem grande confiabilidade e credibilidade.

Em particular, o dinheiro investido em países emergentes, especialmente o Brasil, tende a migrar para os Estados Unidos.

Simplificando, quando as taxas de juros dos EUA aumentam, para conter a inflação (caso semelhante à do Brasil), o retorno dos investimentos em dólares aumenta.

Portanto, sua relação risco-retorno é bastante atrativa em relação a nossa moeda, o Real.

Os investidores começariam a repatriar os recursos investidos no Brasil, que pressionará o câmbio e valorizará mais o dólar.

E ainda, especialmente no Brasil, as empresas sofreriam o aumento do custo de acesso ao crédito, que pode piorar seu desempenho e a desvalorização das ações no mercado financeiro.

A consequência, em regra geral, quando o FED sinaliza aumentar as taxas de juros, as bolsas mundiais sentem essas medidas, desvalorizando-se em algumas delas.

Mas, claro, como economia não é uma ciência exata, são apenas expectativas e tendências do que pode ocorrer, quando as variáveis mudam.

Fique por dentro.

Boa semana. Gratidão!

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do e minhas redes sociais Linkedin, Facebook e Instagram.

Foto: Pexels

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