Por Isabel Fontes
Vamos falar de dor e de acupuntura? Sou Isabel Fontes, fisioterapeuta há 33 anos e acupunturista há mais de 20 anos, e essa é uma parte da minha história que nunca esqueço, porque é ela que dá sentido ao que faço todos os dias na minha profissão. Essa coluna será nossa conversa sobre essa técnica maravilhosa. Hoje, vou explicar como cheguei à decisão de me dedicar à acupuntura.
Existe um momento em que o corpo fala mais alto. Pode ser dor, estresse, insônia, depressão, ansiedade, sintomas que parecem não ter fim. Esses sintomas, muitas vezes ignorados ou tratados apenas com medicamentos, vão minando a qualidade de vida, o humor, o sono e até os relacionamentos. O corpo avisa, mas nem sempre a gente escuta. E foi justamente esse grito que me trouxe até onde estou hoje.
Como muitas pessoas, eu não cheguei à acupuntura por curiosidade ou por recomendação de moda. Eu cheguei pela dor. Mais especificamente uma cólica renal. Se você já teve, sabe o que é dor. Ano: 1995. Eu já estava morando em São Paulo havia três anos, e passava por um momento difícil. A cidade era nova, o ritmo era acelerado, eu ainda buscava meu lugar como profissional. Estava longe da família, aprendendo a me virar sozinha, e tudo isso cobrava um preço no corpo e nas emoções.
A acupuntura e as pedras no caminho
Foi aí que resolvi experimentar a acupuntura. Eu sabia que havia mais que pedras no meu caminho (isso não é apenas um trocadilho). E o que era para ser “uma tentativa” virou um reencontro comigo mesma. Aos poucos, percebi que não era só meu corpo que precisava de equilíbrio. Minha mente, minhas emoções, meu ritmo, tudo estava pedindo por cuidado. Eu não esperava que algo tão simples — algumas agulhas colocadas com sabedoria — pudesse mexer tão profundamente comigo. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Cada sessão me devolvia um pouco da calma, da confiança e da vitalidade que eu havia perdido. O cálculo renal saiu, expelido pelo equilíbrio que a acupuntura me trouxe.
Foi nesse processo de cura que nasceu também a vontade de oferecer esse mesmo caminho a outras pessoas.

Eu comecei a olhar para a acupuntura como um caminho para ampliar a cura dos meus pacientes da fisioterapia, trazendo a eles não só alívio da dor física mas proporcionando também alívio da dor emocional.
Hoje, com mais de 20 anos de experiência na área, muitos cursos e bastante estudo além da prática, sigo acompanhando pessoas que chegam, como eu cheguei um dia: com dores físicas e emocionais. Gente cansada de mascarar sintomas e pronta para escutar o que o corpo tem a dizer. Teve uma paciente que chegou com dor constante na coluna havia anos após um acidente de carro. Já havia tentado de tudo. O médico queria fazer uma cirurgia e ela não queria de jeito nenhum. Após três sessões ela saiu dizendo que já não sentia mais dor, e depois disso ela me dizia que estava dormindo melhor e até lidando de forma diferente com os problemas do trabalho.
Se você sente que o seu corpo está tentando lhe dizer algo, talvez seja a hora de parar, respirar e buscar um cuidado que olhe para você por inteiro.
Porque, no fim das contas, a dor pode ser um convite à transformação. É claro que ninguém quer sentir dor. Mas, às vezes, ela é o único jeito de nos fazer parar. Ela vem como alerta, não como castigo. E quando a escutamos com atenção, ela nos mostra um novo caminho. Foi assim comigo e pode ser com você também.
Ah, eu sei que você quer saber se eu tive pedras nos rins mais alguma vez depois. Mas isso só vou contar se você for me visitar no meu novo consultório, em Londrina, no Espaço Èze Savoir!
Quer saber mais? Tire suas dúvidas por aqui: acupunturaisabelfontes@gmail.com
Fotos: acervo pessoal
Isabel Teresa Caramori Fontes

Graduada em fisioterapia pela UEL em 1991, especializada em acupuntura desde 2001. Pós-graduada em fitoterapia chinesa. Terapeuta floral. Especialista em dor e menopausa. Me siga no Instagram
@draisabelfontesacupuntura e Facebook: Isabel Fontes Acupuntura e Fisioterapia. Tire suas dúvidas por aqui: Whatsapp (11)95253-5756
Leia mais sobre acupuntura na coluna Ponto e Toque
(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE.


Uma resposta
Parabéns, seu trabalho é maravilhoso!