Por Clodomiro Bannwart
Comprar tomates na feira exige disposição para selecionar os melhores. Ninguém, em sã consciência, revira a banca de tomates para escolher os piores, os amassados ou apodrecidos. É imperativo preferir os melhores.
O que é o melhor? É o que está à frente do bom. O que é superior num quadro comparativo. É quase “natural” a tendência de optarmos por aquilo que é melhor. Os pais desejam o melhor para os filhos. A moça ambiciona o melhor namorado e, por consequência, o melhor marido. Os homens igualmente almejam conquistar a melhor mulher, a melhor companheira, aquela que será a melhor mãe da futura prole.
O mesmo ocorre com o professor ao aplicar uma prova. Ele busca aferir quais alunos obtiveram o melhor aproveitamento do conteúdo ministrado. O Estado realiza um concurso público, com regras definidas, para selecionar os melhores que irão compor os quadros da Administração Pública.
A questão, no entanto, é saber o parâmetro pelo qual escolhemos os políticos. Nem sempre os melhores são selecionados. Por que, afinal, erramos menos ao escolher tomates do que políticos?
Clodomiro José Bannwart Júnior

Professor de Ética e Filosofia Política na Universidade Estadual de Londrina. Coordenador do Curso de Especialização em Filosofia Política e Jurídica da UEL. Membro da Academia de Letras de Londrina.
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