Deputado pode recorrer até à última instância, se TRE confirmar indeferimento. Isso pode causar instabilidade no eleitorado
Telma Elorza
O LONDRINENSE
O indeferimento da candidatura a prefeito do deputado federal Émerson Petriv, o Boca Aberta (PROS), nesta noite desta quinta-feira (22), assinado pelo juiz da 41ª Zona Eleitoral de Londrina, Mauricio Boer, não vai alterar a rotina da campanha e pode causar confusão lá na frente, correndo o risco de haver – de novo – um terceiro turno, se ele conseguir passar pelo primeiro e segundo turno enquanto os recursos que fará, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e até no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não foram julgados.
Segundo o professor de Ética e Filosofia Política na Universidade Estadual de Londrina (UEL) Clodomiro José Bannwart Júnior, o deputado pode continuar fazendo sua campanha e recorrer até ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Mas isso pode gerar insegurança política, principalmente entre o eleitorado. Já vimos isso acontecer, em 2008, quando Antônio Belinati foi eleito e teve, na sequência, o registro da sua candidatura impugnado”, explica.
Caso o indeferimento do registro da candidatura nas instâncias superiores saia ainda durante a campanha, Bannwart acredita que a tendência é que haja distribuição de votos entre os outros candidatos. “Eu acredito que, até por uma proximidade do eleitorado do Boca Aberta com o Belinatismo no passado, o atual prefeito e candidato à reeleição Marcelo Belinati poderia ser um grande beneficiado de parte desses votos. Mas isso não é possível afirmar qual o percentual desses votos iria para ele. É mais provável que haja uma diluição entre os outros”, diz.
O indeferimento do registro de candidatura de Boca Aberta foi baseado em pedidos do Ministério Público e das coligações dos candidatos Tiago Amaral (PSB) e Marcelo Belinati (PP). O motivo é a inelegibilidade provocada pela cassação do mandato de vereador de Boca Aberta, em 2017. Em 2018, ele concorreu e foi eleito deputado federal com base numa liminar do Tribunal de Justiça, que mais tarde foi cassada.
Foto: Arquivo/Câmara dos Deputados
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