Chamou a minha atenção, recentemente, um vídeo publicado nas redes sociais, onde, nas terras de Ibiporã, o sr. José Maria Ferreira se auto declarou pré-candidato à prefeito da cidade. Outra vez.
Não moro em Ibiporã, mas não posso deixar de observar uma espécie que domina a política brasileira há vários anos e do qual esse senhor faz parte – chamemos aqui de “publicus”. Ao contrário do que possa parecer, essa espécie vive do poder e entende o poder como um direito sagrado de sua espécie (aqui, incluindo seus familiares).
Para os dessa espécie, são anos e anos disputando eleições, concorrendo aos mais diversos cargos, de vereador, prefeito, deputado estadual ou federal, qualquer que seja o foco no momento. O que importa é estar no poder. E quando estão fora dele – perdendo as eleições – sempre arruma um “cargo de confiança”. Nesse meio tempo, acumulam processos na justiça, são condenados mas a morosidade judiciária permite que continuem se candidatando.
O “publicus” não enxerga e não sente os ventos da mudança, acha que mesmo estando na vida pública há mais de 30 anos, e já tendo exercido o cargo por inúmeras vezes, ainda tem coisas novas a mostrar(?). Promessas eternas.
O que o “publicus” tem a oferecer para a população, que precisa de investimentos sérios em saúde, educação, infraestrutura, empregos? Além de políticas antiquadas e as mesmas promessas, essa espécie só oferece mais do mesmo: o que fez no passado, o que deixou de fazer e o que gerou processos judiciais.
Que a onda da mudança ainda não tenha passado, ainda reste uma ressaca para levar os “publicus” para longe da vida pública de uma vez.
Leitor: Marcelo Henrique Barroso

