CML se esvazia com eleição: 13 dos 19 vereadores de Londrina são candidatos

Os vereadores de Londrina reuniram-se na tarde desta terça-feira (7) para a 36ª sessão de 2022, transmitida pelas mídias sociais do Legislativo. No destaque Ruy Barone, Superintendente da Caixa Econômica Federal

Por Telma Elorza

A Câmara Municipal de Londrina (CML) deve ficar meio que às moscas, até as eleições deste ano. Treze dos 19 vereadores de Londrina, eleitos em 2020 e cujos mandatos vão até 2024, já estão em campanha para voos mais altos na política. Sete deles são, agora oficialmente, candidatos a deputados federais e os outros seis, a deputados estaduais. E como todo mundo sabe, não é preciso nem ser especialista para isso, eles vão ter que bater muita perna por outros municípios paranaenses para conquistar a quantidade de votos necessários para serem eleitos. Ou seja, o trabalho parlamentar municipal, que já não era essa maravilha – só a quantidade de projetos inconstitucionais aprovados nos últimos 18 meses prova isso – agora deve ficar pior. E se o próprio presidente da CML, Jairo Tamura (PL), é um desses candidatos, quem vai pôr ordem na casa?

Entre os candidatos, a maioria é formada pelos novatos na política, cumprindo o primeiro mandato como vereador: Deivid Wisley (PROS), Giovani Mattos (PSC), Jessicão (PP), Mara Boca Aberta (PROS) e professora Sônia Ginemez (PSB) estão disputando com os veteranos Eduardo Tominaga (PSD) e Lenir de Assis (PT) uma vaga na Câmara dos Deputados. Precisarão correr muito chão para conquistar algo em torno de 300 mil votos para serem eleitos.  Mais “pés no chão” estão os veteranos vereadores Daniele Ziober (PP), Emanoel Gomes (REPUB), Tamura, Mestre Madureira (PP) e Nantes (PP) que, com o novato Matheus Thum (PP), disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. Precisam, em média, de uns 110 mil votos para garantirem uma cadeira.

Se todos forem eleitos – impossível, claro, mas só a título de curiosidade -, restarão, da atual legislatura seis vereadores: os novatos Beto Cambará (PODE), Chavão (PATR), Lu Oliveira (PL), professora Flávia Cabral , Santão (PSC) e o veteraníssimo Roberto Fu (PDT).

Particularmente, eu acho que os novatos na política deveriam cumprir seu mandato integralmente. Os 18 meses de atuação – e, na maioria dos casos, uma atuação pífia – não garantem que vão se sair melhor nas outras esferas do legislativo. Acho um desrespeito ao eleitor que o colocou na Câmara Municipal para mudar as coisas por aqui, na cidade mesmo. Já os mais experientes devem sim tentar. Por que? Oras, alguns se eternizam na Câmara de Vereadores e servem, agora, apenas como objeto de decoração. Quem sabem em novas posições despertem para vida. Ou não. Exemplos disso não faltam.

E a justificativa, meu pai! A mesma de sempre: “Ah, mas eu quero ajudar Londrina, trazer dinheiro e outros benefícios para a cidade, mudar leis, fazer e acontecer”. Sim, como outros que foram eleitos por Londrina e não fizeram porcaria nenhuma.

De mais a mais, a gente sabe que boa parte deles estão candidatos para receber verbas (públicas) dos partidos. Boa parte deles estão conscientes que não serão eleitos, mas as verbas destinadas podem ajudar colegas de partido com mais chances, pagando despesas comuns como gráficas e produtoras. Além disso, os votos que amealharem ajudam no quociente eleitoral do partido, aumentando a chance de uma cadeira federal ou estadual.  Duas práticas comuns, que já vimos em outras eleições. E como vimos.

Foto: Arquivo/CML

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Uma resposta

  1. Concordo plenamente, uma legislatura com atuação pífia, claramente de extrema-direita ou de direita, à exceção de uma única vereadora de esquerda.
    Desequilíbrio total no quadro de representação política, o que compromete o jogo democrático, porque concentra poder.
    Precisamos de uma reforma política.

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