Por Fernando Moraes
Todos os empresários sabem o quanto é difícil prospectar novos clientes e como uma nova fronteira de negócios pode significar o famoso “pulo do gato” no empreendedorismo. Uma destas fronteiras é o fornecimento de produtos e serviços para o setor público.
A ACIL acredita que as compras governamentais devem ser realizadas com transparência e que seja também um instrumento para o desenvolvimento empresarial, em especial dos micros e pequenos locais.
Sempre lembro que o dinheiro movimentado pelos diversos órgãos públicos (municipais, estaduais e federais) que atuam em Londrina é equivalente ao faturamento do varejo em vários “natais”, um montante nada desprezível de R$ 1 bilhão.
Além do mais, com o envolvimento do empresariado local na análise dos editais, a sociedade fica mais próxima e vigilante, inibindo a ação de esquemas fraudulentos.
É por isso que o Programa Compra Londrina já está no radar da diretoria há alguns anos. E desenvolvemos um modelo com apoio do Sebrae e do Observatório de Gestão Pública, mirando o exemplo do município fluminense de Três Rios.
Naquela cidade, distante 125 quilômetros do Rio de Janeiro e com cerca de 80 mil habitantes, a participação das pequenas empresas locais em licitações abertas pela Prefeitura saltou de 32% em 2008 para 92% em 2015, e a arrecadação do município passou de R$ 75 milhões para R$ 400 milhões.
Por casos como este, sempre acreditamos na viabilidade deste arranjo como política pública. Todos nós ficamos muito entusiasmados quando a prefeitura decidiu abraçar o projeto e torná-lo uma iniciativa oficial.
Nesta quinta-feira (7), um novo capítulo reuniu todas as forças que atuam neste programa. Com a entrada das concorrências públicas ligadas à UEL, à CMTU, Câmara, da Cohab LD e Sercomtel no calendário de licitações, subimos mais um degrau.
A expansão permite que outras empresas e segmentos possam se beneficiar com os gastos governamentais. Para isso, basta montar estratégias de produção para vencer os concorrentes e garantir novos contratos.
Minha sugestão é que os micro e pequenos tomem a iniciativa de se preparar para participar dos editais. Nunca percam de vista que a Prefeitura e outros órgãos compram de tudo e sempre em boa escala.
Acesse o site (compralondrina.com.br), cadastre-se e receba informações sobre o programa da maneira como preferir. Há muitas atividades de apoio, que vão desde capacitação específica até a participação em rodadas de negócios. Os fornecedores acabam se desenvolvendo com o convívio e a constante troca de informações.
Outra sugestão é fazer uma visita à sala do programa no prédio da prefeitura e tirar todas as dúvidas com orientações técnicas. Lá, por exemplo, você descobre que é possível saber o que a prefeitura compra e quais são os preços pagos através do site oficial do Município.
Fernando Moraes é presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil)


Uma resposta
O Grupo Sercomtel também faz parte do “Compras Londrina”.
As empresas do grupo tem vários contratos com empresas de Londrina e tem muita necessidade de compras de materiais e serviços no seu dia a dia.
Entre em nos sites da Sercomtel Telecomunicações, Sercomtel Participações, Sercomtel Contact Center e Sercomtel Iluminação e pesquise.
Pela Sercomtel muita riqueza gira em Londrina, seja em impostos ou seja na aquisição de produtos e serviços.