Custo x benefício: o que significa isso em vinhos?

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Por Edmilson Palermo Soares

É muito comum um cliente chegar aqui, na loja, e me perguntar: “Qual é o seu melhor custo x benefício”?

Para ter uma boa comunicação, precisamos saber se os conceitos envolvidos na mensagem sejam entendidos igualmente por todas as partes.

Será que você tem clareza sobre a definição de custo x benefício?

O custo x benefício é muitas vezes mal interpretado como apenas “o que é mais barato“.

Então, se este for o seu entendimento, seria melhor dizer: “Qual é o vinho mais barato que você tem?”.

O custo x benefício é uma equação de valor percebido e não somente de preço.

É a relação entre o investimento feito (dinheiro, tempo, esforço) e o retorno ou satisfação entregue pelo produto.

Imagine uma balança.

O preço na etiqueta, o frete, a procedência e até o risco (como vimos no caso das falsificações de vinhos) está de um lado (Custo).

A qualidade do líquido, a complexidade aromática, o prazer sensorial, a segurança de que o vinho é original e a experiência que ele proporciona, está do outro lado (Benefício).

Existe vantagem (o custo-benefício) quando o benefício “pesa” mais que o custo.

Olhando especificamente para o vinho, existem três categorias de custo-benefício.

O custo-benefício de um vinho se mede por uma equação de valor percebido e não somente preço. Entenda melhor
Fotos: Pexels

O achado

Aquele vinho de entrada, honesto, que custa pouco, mas entrega uma experiência correta e agradável. É o vinho do dia a dia.

Podemos dizer que custo baixo e benefício médio.

O justo

São vinhos que custam um valor moderado, mas entregam uma complexidade que, se fosse de uma região francesa famosa, custaria o triplo.

Aqui existem vinhos de todas as regiões do mundo.

Podemos dizer que custo médio e benefício alto.

O investimento

Entramos aqui no mundo dos vinhos ícones.

O custo é elevado, mas o benefício (exclusividade, potencial de guarda, prestígio) justifica o valor para o colecionador.

Custo-benefício falso

Existe o perigo do “Custo-Benefício Falso“.

Se um vinho que vale R$ 200 é vendido por R$ 80, o benefício parece enorme. Mas, se o vinho for falso (risco à saúde, líquido de má qualidade), o benefício cai para zero.

O custo-benefício torna-se péssimo, não importa o quão baixo seja o preço.

Enfim, preço é o que você paga. Valor é o que você recebe.

O bom custo-benefício acontece quando o valor supera o preço.”

Às vezes, pagar um pouco mais por um vinho com procedência garantida, ajudando os amigos e se distanciando dos inimigos, é o que gera o verdadeiro custo-benefício.

Saúde!

Edmilson Palermo Soares

Enófilo, sócio proprietário da Confraria da Taverna, loja de vinhos e espumantes que traz novas experiências no mundo do vinho, estudioso e entusiasta, com conhecimento prático provando vinhos de mais de 20 países e diversas uvas desconhecidas do público em geral.

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