Poucas coisas são mais inspiradoras do que as experiências e vivências de quem admiramos. As pessoas passam por nós e deixam uma marca, costuram na nossa trajetória um dos tantos fiozinhos que nos ajudará a seguir em frente, a nos levar onde queremos chegar. E assim como elas nos inspiram, também gostamos de saber o que mais inspira e move essas pessoas.

Um risco, um desenho: esse pode ser o início de toda uma trajetória profissional. Foi assim para Maria Antônia Romão da Silva, que atualmente é professora e coordenadora do TCC do curso de Design de Moda da Universidade Estadual de Londrina. Apaixonada por modelagem, Maria Antônia acredita que a sala de aula é o seu “melhor lugar” na moda. “Acredito que estou no lugar certo! Meus alunos são os pontos cardeais que guiam todas as minhas ações.”

A gente então quis saber se ela faz – ou já fez – as próprias roupas. Ela conta que sim, e nem poderia ser de outra forma, afinal, é a primeira coisa que faz quem estuda Design de Moda: “Não tem como não fazer roupas para si, é a primeira coisa que fazemos, somos o nosso primeiro cliente”, ri.
Ao falar sobre seu modo de se vestir e respirar moda, ela diz que prefere se guiar pelos signos que a representam. “Jeans, jaqueta de couro, camiseta básica, estampas étnicas, cultura geek e feminismo”, assim ela comunica seu universo pessoal. Aliás, é justamente a possibilidade de se expressar através do vestir o que ela mais gosta no que diz respeito à moda: “O comunicar, a ideia de construir personalidades por meio do vestuário, como o corpo mantem um lindo diálogo com o produto do vestuário. Ser designer de moda é como ser um poeta visual. Compomos narrativas vestíveis, poemas que cobrem o corpo. É muito lindo”.
Já no que diz respeito ao atual cenário da moda, ela diz não pensar muito sobre, por acreditar que o mais importante, nesse sentido, é refletir sobre como as mudanças e transformações socioculturais estão impactando diretamente na moda. Ela destaca também a união cada vez mais crescente entre tecnologia digital e moda – assunto que pretende acompanhar mais de perto. “Eu pretendo me debruçar mais sobre o diálogo entre moda e tecnologia digital.”
Para quem pretende seguir carreira na área, Maria Antônia dá um conselho certeiro: “Duvide de quem fala que moda é glamour. Moda é trabalho duro, moda é responsabilidade, moda é comunicação, é muito mais do que mostram o Instagram e outras redes sociais”.

(*) Este texto foi escrito a quatro mãos
Ana Paula Barcellos
Formada em História pela UEL, trabalhou 10 anos como escritora para blogs e sites sobre cultura e lazer. Atualmente, trabalha com marketing digital e pesquisa de tendências e, junto com Angela Diana, é proprietária da Rosita, marca de acessórios.
Carlos Fabian S. Jimenez
20 anos, pisciano e estudante de Design de Moda na Universidade Estadual de Londrina.

