H&M chega ao Brasil fazendo barulho

HM-

Por Ana Paula Barcellos

Eis aí uma novidade que vem agitando o cenário da moda brasileira nas últimas semanas: a chegada oficial da H&M ao país, marcada por uma campanha que promete viralizar chamada “Ritmos do Brasil”, com Anitta e Gilberto Gil. A ser inaugurada em 23 de agosto no Shopping Iguatemi São Paulo, com uma segunda unidade prevista para 4 de setembro no Shopping Anália Franco, a marca sueca celebra sua estreia com uma abordagem desafiadora de tentar abraçar a diversidade e a criatividade local.

H&M chega ao Brasil já lançando uma campanha que promete viralizar. A primeira loja da marca sueca em solo brasileiro será inaugurada no dia 23 de agosto
Foto: Hick Duarte/Divulgação

A campanha da H&M reúne 36 nomes influentes, como Gilberto Gil, Anitta, Carol Trentini e Agnes Nunes, destacando personalidades da música e da moda, buscando refletir a pluralidade brasileira. Segundo Jörgen Andersson, diretor de criação global da H&M, a chegada ao Brasil é um momento aguardado, celebrado. A iniciativa vai além das lojas físicas, com produtos já disponíveis no site oficial, prometendo coleções sazonais sincronizadas globalmente.

H&M quer se reconectar ao seu propósito original

Em entrevista à Elle Brasil, o CEO Daniel Ervér destacou a entrada no mercado local como um passo estratégico, com foco em reconectar a marca ao seu propósito original: oferecer moda acessível com influência local. A rede no Brasil vai operar com um centro logístico em Extrema, Minas Gerais, e as coleções de verão e inverno serão lançadas com apenas dois meses de diferença em relação ao hemisfério norte – adaptação feita para contemplar o calendário brasileiro.

100% roupas de algodão – desafio da marca – Foto: Site da H&M

A H&M também enfrenta o desafio de alinhar sua expansão com sustentabilidade. Desde 1998, a marca investe nesse compromisso, e, em 2020, anunciou a meta de usar 100% de algodão ambientalmente responsável até 2025, com 89% de materiais sustentáveis já em uso, sendo 29,5% reciclados. A meta é chegar a 100% até 2030. E vale ficar atento e prestar muita atenção em como a marca se comporta por aqui, pois possui um passado polêmico que inclui denúncias de utilização de trabalho análogo à escravidão.

Com operação robusta e esse “porém”, a H&M chega para competir no mercado de fast fashion nacional, trazendo inovação e prometendo um toque brasileiro. Será que vai pegar por aqui?

Foto principal: Divulgação

Ana Paula Barcellos

Viciada em botas, sacoleira e brecholenta, trabalha com criação de joias artesanais e pesquisa de tendências. Tem foto da Suzy Menkes na estante e escreve essa coluna usando pijama velho, deitada no sofá enquanto toma café com chocolate. Me siga no Instagram @experienciasdecabide @yopaulab

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