Em assembleias realizadas na manhã de hoje, trabalhadores votaram pela manutenção da paralisação
Telma Elorza
O LONDRINENSE
A paralisação no serviço de transporte coletivo não tem data para acabar. Em duas assembleias realizadas na manhã desta quinta-feira (3), trabalhadores da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e Londrisul votaram pela manutenção da greve.
Com isso, o Município corre o risco de ficar sem ônibus até que a Prefeitura faça o repasse de R$2 milhões que a Justiça determinou, em reunião realizada na quarta-feira (2), para o pagamento do Programa de Participação de Resultados (PPR) de 2021 e o acréscimo de R$ 300 no vale-alimentação. A falta desses repasses na conta dos trabalhadores foi o estopim para a paralisação. A Justiça deu 15 dias para que Prefeitura faça o pagamento e mais cinco dias para que as empresas façam o repasse do dinheiro aos trabalhadores.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina, José Faleiros, disse que os trabalhadores desconfiam das partes e dos prazos determinados para o pagamento. “A Prefeitura e CMTU tiveram tempo para fazer o repasse, mas não o fizeram. Descumpriram prazos estabelecidos”, afirmou em entrevista
“Avisamos que a proposta era ruim por conta do descontentamento da categoria. Prefeitura e CMTU tiveram tempo para fazer estudo, repasse e pagamento aos trabalhadores. Houve descumprimento dos prazos estabelecidos em acordo do ano passado. E vemos que faltou vontade do poder público e das empresas”
Na noite de quarta-feira, a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) lançou uma nota oficial, lamentando a greve pelo prejuízo econômico que está causando ao Município. Leia na íntegra:
“Nota de esclarecimento em relação à greve do transporte público
A ACIL – Associação Comercial e Industrial de Londrina – entende e respeita os direitos trabalhistas. No entanto, a instituição considera que o empresário e a população em geral não devem arcar com os prejuízos ocasionados pela greve no transporte coletivo. A classe empresarial vem tentando se recuperar dos efeitos negativos da pandemia e é preciso, portanto, manter a economia em funcionamento com o mínimo de estrutura logística de transporte público. A ACIL espera que haja bom senso na resolução do impasse trabalhista e, principalmente, que sejam levadas em conta as necessidades coletivas, comuns a toda a cidade. E espera, agora, que o serviço de transporte público volte a funcionar o mais rápido possível em Londrina.”
No final da manhã, a assessoria de imprensa da Prefeitura divulgou fotos e vídeo de ônibus circulando pela cidade, afirmando que alguns motoristas da Londrisul decidiram retornar ao trabalho. Também no final da manhã, a CMTU emitiu uma nota oficial afirmando que a companhia vai cumprir a decisão da Justiça. Leia a nota na íntegra:
“A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai cumprir, de maneira ágil, a decisão judicial para o pagamento dos benefícios da participação nos resultados e do vale-alimentação dos trabalhadores do transporte coletivo.
Mais uma vez, ressaltamos que os salários e o vale-refeição da categoria estão em dia, inclusive com os aumentos concedidos a partir de 1º de janeiro de 2022 (9% no salário, além do acréscimo de R$ 75,00 no ticket).”
Foto: Arquivo/CMTU

