Gepatria emite recomendação para que prefeito de Londrina retire projeto de lei que doa terreno a empresa privada

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Projeto prevê doação de terreno avaliado em cerca de R$3,7 milhões no Parque Tecnológico Francisco Sciarra

O LONDRINENSE com assessoria

O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Londrina do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) emitiu recomendação administrativa para que o prefeito retire da pauta da Câmara de Vereadores um projeto de lei de iniciativa do Executivo que autoriza a doação de uma área pública municipal a uma empresa privada.

O Projeto de Lei 7/2021 prevê a doação a uma empresa específica, sem licitação, de um terreno avaliado em aproximadamente R$ 3,7 milhões, localizado no Parque Tecnológico de Londrina Francisco Sciarra. Para o MPPR, “a doação de área de imóvel por dispensa de licitação, consoante consta no Projeto de Lei nº 7/2021, descumpre o entendimento da Súmula nº 1, do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, que exige a transferência de bem público a particular pela concessão de direito real de uso, por meio da correspondente modalidade licitatória de concorrência”. O texto também recebeu parecer jurídico contrário da assessoria da Câmara Municipal.

Veto – Tendo em vista a flagrante irregularidade, o Gepatria emitiu a recomendação para a retirada do projeto. Na hipótese de eventual aprovação deste pela Casa Legislativa, o MPPR recomenda que o texto seja vetado pelo prefeito. O documento é dirigido também aos vereadores de Londrina, para que promovam a retirada de pauta do PL e seu consequente arquivamento, ou, caso haja sua tramitação, que não seja aprovado.

O Gepatria adverte que o eventual não acolhimento da recomendação, com a consequente aprovação e sanção do projeto, “poderá sujeitar as autoridades administrativas à responsabilidade pela prática de ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário e viola os princípios que regem a Administração Pública”.

Em nota oficial, a Prefeitura afirmou que, por meio da CODEL, vai retirar de pauta o projeto de tramitação na Câmara e avaliar a recomendação do Ministério Público sobre a doação da área. Na nota, ressalta que a receptora da doação “é uma importante empresa do setor eletro-metal-mecânico, fornecedora de equipamentos para veículos e máquinas agrícolas, que atualmente gera mais de 100 empregos diretos na cidade.”

Foto: Arquivo/Codel

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