Atividade é uma excelente opção para quem quer entreter a mente e desestressar. Em Londrina, aposentado Alberto Faria é praticante há três décadas
O LONDRINENSE com assessoria
Em época de isolamento social, muitas pessoas têm aderido a algum hobby ou a alguma atividade prazerosa para manter a mente ocupada e se esquecer, por alguns momentos, das tristes notícias que assolam o mundo. Um destes hobby tem sido o ferreomodelismo. O trem elétrico é uma excelente opção para quem está procurando algo para entreter a mente e passar o tempo. É um hobby saudável, desestressa e ajuda neste momento tão delicado pelo qual todos estão passando.

Em Londrina, o aposentado Alberto Tadeu Nery Faria, 69 anos, iniciou-se neste hobby há mais de três décadas, quando seus filhos ainda eram pequenos. “Eu montava e desmontava os trens para brincar com meus filhos. Agora, na pandemia, brinquei com meus netos algumas vezes. Minha primeira composição está muito bem conservada, e a segunda comprei no ano passado para que meus netos pudessem usá-la, mas eles ainda precisam crescer um pouco mais para entender o que é este hobby”, afirma.
O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo, e sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.
De norte a sul do Brasil, muitas pessoas têm se interessado pelos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão, hobby ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país. “Em tempos como estes, em que as famílias têm ficado em casa, é preciso arrumar algum hobby para distrair a mente”, diz Lucas Frateschi, diretor da Frateschi Trens Elétricos.
A empresa, com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, tem mais de 50 anos de atuação no mercado e é a única fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais na América Latina.
O Paraná é um mercado muito atraente para a Frateschi. “As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, diz Lucas. No Brasil, inclusive, existem diversas associações que reúnem os amantes deste hobby saudável e interessante.
Foto: Divulgação

