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Contos Orientais: o outro lado do mundo no ECOH

Narrador do Rio de Janeiro traz três histórias do oriente nesta quinta-feira (11); serão duas sessões (às 15h e às 19h30) no Teatro AML

O LONDRINENSE com Assessoria

Gabriel Sant’Anna integrante da Cia do Solo, do Rio de Janeiro, é o narrador que se apresenta nesta quinta-feira (11), na programação aberta do 11º Encontro de Contadores de Histórias de Londrina (ECOH). Ele traz Contos Orientais, três histórias que vêm do outro lado do mundo:  O quebrador de pedras, conto judaico; O monge e o escorpião, conto budista e Hurashima e a tartaruga, do Japão.

Serão duas sessões (às 15h e às 19h30) no Teatro Associação Médica de Londrina (AML), que fica na Rua Maestro Egídio Camargo do Amaral, 130, na frente da Concha Acústica. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados no local a partir de uma hora antes do início da apresentação.  A organização alerta que na sessão da tarde a procura é maior por conta do interesse de escolas que levam turmas inteiras para o ECOH. Na sessão da noite é mais fácil conseguir lugares.

Cia do Solo

Foto: Divulgação

Gabriel Sant’Anna fundou a Cia do Solo em 2013 junto com Martha Paiva, no Rio de Janeiro, a partir do interesse de ambos por teatro, narração de histórias e a linguagem do palhaço.

“Eu tenho formação de ator e fiz também escola de palhaço. Mas acho que me tornei contador porque sempre gostei de ouvir histórias, sempre tive um gosto pela escuta desde muito cedo. Ouvia as histórias da minha avó, histórias de outros tempos que eram contadas pelos mais velhos. O bom contador é um bom ouvinte também”, avalia Gabriel.

No repertório da companhia, 7 espetáculos e 22 contações de histórias para públicos de todas as idades, apresentados em vários estados brasileiros em também na Europa.

O roteiro Contos Orientais tem como objetivo dar oportunidade, para crianças e o público em geral, de algum contato com a cultura oriental tão rica e diversa, da qual conhecemos ainda muito pouco no ocidente.

A encenação vem sendo aprimorada após cada apresentação há vários anos. O uso de instrumentos musicais e objetos sonoros é um dos recursos para envolver ainda mais a plateia na experiência de escuta.

“Somos músicos e, sempre que é possível, pontuamos as histórias com música. Nesse caso uso o violão e objetos sonoros que dão mais vida aos personagens. Num dos contos tem caxixi, triângulo, pandeiro, tambor trovão, além de objetos sonoros que não são instrumentos musicais. Por exemplo um conduíte, aquele tubo flexível usado nas construções para passar fios. Ele tem um som maravilhoso, com ele é possível simular o vento.”

Dissertação de mestrado investiga o impacto do ECOH

O ECOH foi tema de pesquisa acadêmica na Universidade Estadual de Londrina. A catarinense Sônia Biscaia é a autora da dissertação  Tecendo afetos: O contador urbano e o arvorecer do ECOH – Encontro de Contadores de Histórias de Londrina, apresentada em 2021 no Programa de Pós-Graduação do Curso de Letras.

O trabalho se propôs a entender quem é o contador de histórias urbano e também investigar como o festival contribui para a dinâmica cultural e social da cidade.

Para isso a pesquisadora acompanhou as apresentações do ECOH nos teatros, praças e escolas em 2019 (última edição presencial do festival antes da pandemia).

A conclusão aponta para um grande impacto que atinge vários públicos e, em especial, alunos da rede municipal de educação.

“O ECOH é um evento muito esperado por quem já teve oportunidade de assistir. Uma das professoras contou que ela e os alunos andaram 10 km para ver uma apresentação porque na escola deles não tinha programação naquele ano”, revela Sônia Biscaia.

O mergulho no festival mudou a vida da pesquisadora. Ela voltou para Joinville (SC), sua cidade natal e está atuando como contadora de histórias, atriz, produtora cultural e pesquisadora de narrativas de tradição oral.

É também integrante da Cia. Som de Vento convidada para a 11ª edição do ECOH, com o espetáculo Mariana e Mário ou Do Encontro do Rio com o Mar, que será apresentado nos dias 15 e 18 de agosto em escolas municipais.

Acesse o trabalho de dissertação de mestrado sobre o ECOH na Biblioteca Digital da UEL.

 Tradução em libras

O ECOH terá 7 apresentações com tradução simultânea em libras, a língua brasileira de sinais. Um intérprete estará presente na apresentação para alunos do ILES (Instituto Londrinense de Educação de Surdos), no dia 16 de agosto, às 10h30, e em todas as sessões do festival no Teatro AML de hoje (10/8) até sexta-feira (12/8).

 Apoio

O 11° ECOH tem o apoio institucional da Copel – Companhia Paranaense de Energia e é um projeto aprovado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Governo do Estado do Paraná.

O projeto conta ainda com o apoio da Casa de Cultura da UEL – Universidade Estadual de Londrina, Espaço AML Cultural, Prefeitura Municipal de Londrina | Secretaria Municipal de Cultura, Sesc Paraná, Vila Cultural Alma Brasil, Vila Cultural Casa da Vila e Livraria Olga.

Foto: Divulgação

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